O paredão em direção à quebrada ficou ainda mais alto quando o influenciador compartilhou nas redes sociais um esquete de humor em que pessoas da periferia correm quando veem uma carteira de trabalho na frente.
Mas o tiro no pé mesmo aconteceu quando ele decidiu atacar um programa de transferência de renda considerado modelo no mundo todo —menos nos cursos e mentorias dele, eventos em que política social é tratada como moeda de troca da dependência eleitoral.
Na mesma sabatina para o UOL e a Folha, Marçal, afirmou: “a pessoa que está embaixo do assistencialismo é proibida de trabalhar, ela é desempregada. Ela só está sendo bancada por uma leitoa bem gorda”.
Além de mentirosa (nenhum beneficiário é proibido de trabalhar), a frase evidencia uma ignorância quase suína.
Não é difícil perceber por que, com tanta verborragia, Marçal viu a rejeição escalar e bater 44% — contra 37% de Boulos, seu alvo principal.
Na capital paulista, existem 692,6 mil famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. Não é lá muito inteligente pedir voto acusando-as de se aproveitar de uma leitoa estatal.







