Crauqes como Júnior e Zico, até hoje, dizem que quem estava dentro de campo sabe o que Reinaldo disse a José de Assis Aragão para ser expulso e que houve razões para as cinco expulsões na Libertadores de 1981, jogo desempate no Serra Dourada.
Ali, receberam cartões vermelhos o centroavante Reinaldo, o ponta-esquerda Éder, o volante Chicão, o ponta-de-lança Palhinha e o zagueiro Osmar Guarnelli. Antes da mais polêmica partida entre Atlético e Flamengo, os atleticanos vetaram o árbitro José de Assis Aragão e pediram a partida extra no Morumbi. Os rubro-negros não quiseram arbitragem de Arnaldo Cezar Coelho e queriam o Serra Dourada. A Conmebol escolheu Goiânia, mesmo com a oferta da Federação Bahiana da Fonte Nova.
Houve outros capítulos da rivalidade entre Galo e Flamengo, como a semifinal da Copa União de 1987, que classificou os rubro-negros para a final contra o Inter, com show de Renato Gaúcho, protestos e violência fora de campo.
Ou a virada atleticana nas semifinais da Copa do Brasil de 2014. Depois de perder no Rio de Janeiro por 2 x 0, a goleda por 4 x 1 levou o Galo à final e ao seu primeiro título no mata-mata nacional. Também a Supercopa de 2022, vencida pelo Galo nos pênaltis.
Para saudar a volta da rivalidade Atlético x Flamengo não é preciso diminuir outras, como a atual entre rubro-negros e palmeirenses ou corintianos e colorados, que só se ampliou nos últimos vinte anos.
Todos os capítulos da história de Atlético x Flamengo voltarão à memória nas duas primeiras semanas de novembro. O vento e a tempestade que se preparem.







