Enel não tem previsão de restabelecer energia e é acusada pela Aneel de não cumprir promessa de 2023

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A Enel, concessionária de energia de São Paulo e da região metropolitana, não tem previsão de quando o fornecimento de energia será restabelecido para os consumidores de sua área de concessão. Chuvas e ventos de até 107 quilômetros por hora na sexta-feira (11) ocasionaram o corte do fornecimento para cerca de 2,1 milhões de consumidores.

“Foi quase um furacão o que tivemos em nossa área de concessão”, disse Guilherme Lencastre, presidente da Enel, após reunião convocada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), neste domingo, em São Paulo. Segundo o executivo, estão trabalhando nas ruas para o restabelecimento 1.800 pessoas. “A partir de amanhã, chegaremos a 2.500”, afirmou.

Esse total conta com equipes da empresa que estão vindo de outros estados, mais 400 funcionários que estão sendo cedidos por outras companhias que atendem o Estado de São Paulo, como CPFL Paulista, CPFL Piratininga, Isa Ceteep e Eletrobras Furnas, entre outras.

“Preocupa o fato de haver um outro evento climático extremo em menos de um ano e o fato de o atendimento não estar no nível que se espera da empresa. Preocupa a Aneel, preocupa o governo federal, preocupa toda a sociedade”, disse Sandical Feitosa Neto, diretor-presidente da Aneel, em referência à Enel, e ao seu plano de contingência traçado após o apagão que deixou São Paulo no escuro em 3 de novembro do ano passado.

De acordo com Thiago Nunes, diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), após os eventos de novembro de 2023, o plano de contingência estabelecido pela Enel previa 2.500 trabalhadores para fazer frente a eventos dessa magnitude. “O número de 2.500 será atingido amanhã, segundo a Enel”, disse.

“Passadas 48 horas do evento, temos 1.800 pessoas trabalhando. No ano passado, após 24 horas (da ocorrência) havia sido restabelecido 60% do fornecimento. Agora, passadas 48 horas, 67% está restabelecido”, disse Nunes. O diretor-presidente da Aneel lembrou que a concessão da Enel vence em 2028. “A recomendação de uma eventual caducidade ou multa pecuniária, tudo isso faz parte do contrato de concessão”, afirmou. “As responsabilidades têm de ser cobradas.”

FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS