tricolor tem limitação para criar sem Ganso, mas empate o aproxima do alívio; leia análise

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Nem Fluminense e nem Athletico têm o que comemorar com o empate em Curitiba. Mas, do lado tricolor, há um pouco de alívio no saldo final. O 1 a 1 não só evitou o cenário negativo que se avizinhava como, pela combinação de resultados, permite ao torcedor sonhar com a confirmação da permanência na Série A já na próxima rodada.

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O Fluminense, que chegou a estar dentro do Z4 durante a partida (quando perdia para o Athletico e o Bragantino vencia o Cruzeiro), conseguiu aumentar para dois pontos a diferença para a zona do rebaixamento. Com 40, precisa vencer o Cuiabá, na quinta, no Maracanã, e que tanto o time do interior paulista quanto o Criciúma, ambos com 38, voltem a tropeçar.

A boa notícia é que os tricolores contarão com o apoio de sua torcida. Por outro lado, estarão desfalcados de Paulo Henrique Ganso, expulso já nos acréscimos.

Mesmo no sacrifício, o camisa 10 foi fundamental. Ele iniciou no banco em razão de dor na região lombar. Antes de entrar, no segundo tempo, precisou receber massagem. O esforço valeu a pena. Foi dele a assistência para o gol de empate de Arias, que “compensou” o pênalti mal cobrado e defendido pelo goleiro Mycael antes do intervalo.

— Perdi um pênalti quando a gente precisava. Então assumo a responsabilidade. Sou um cara que sabe a situação do clube e que precisamos pontuar. Estávamos aqui com o objetivo de conseguir os três pontos — comentou o colombiano em entrevista à Cazé TV.

Foi um duelo em que, desde o início, o Fluminense precisou correr atrás do resultado. Com apenas um minuto, um cochilo da defesa fez os donos da casa abrirem o placar. Na falta cobrada por Nikão pela esquerda, Thiago Heleno desviou com a cabeça, e Belezi concluiu para abrir o placar. Com um detalhe: o zagueiro athleticano era agarrado por Thiago Santos no momento. Mas não teve dificuldade nenhuma para chutar a bola.

O gol logo no início moldou o desenho da partida. O Athletico deixou o Fluminense ter a bola e passou a aproveitar as oportunidades de contragolpes.

O problema, do lado tricolor, foi a dificuldade dos comandados de Mano Menezes em criar uma boa chance. O time sentiu demais a ausência de Ganso. Com Martinelli e Lima, a equipe tinha muita dificuldade para criar. Os avanços mais produtivos foram as espetadas de Serna pela esquerda. Ainda assim, a previsibilidade da jogada facilitou a marcação adversária.

John Arias, desafogo do time. até tentou fazer sua parte. Aos 35, conseguiu o pênalti. A bola cruzada por ele foi desviada com o braço por Leo Godoy. Mas o colombiano cobrou mal a penalidade.

Se a atuação foi muito limitada, o Fluminense ao menos teve o mérito de responder bem aos problemas surgidos durante o confronto. Assim como o time não se desesperou com o gol sofrido precocemente, Arias não caiu de produção pelo pênalti perdido.

O problema era mesmo a falta de criação, o que só foi resolvido com a entrada de Ganso na etapa final. O passe para o gol, aos 19, veio em mais uma mostra de sua visão de jogo fora da média.

Ganso e Arias não brilharam sozinhos. Outro destaque do lado tricolor foi o goleiro Fábio, que fez uma série de defesas difíceis. Uma delas já nos acréscimos, quando o Fluminense foi encurralado pelo Athletico. Um sufoco que lembra o porquê do time estar nesta situação.

FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS