Ambientes fechados e saúde: qualidade do ar está abaixo do ideal, aponta estudo

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Abrir janelas, manter filtros limpos, evitar produtos tóxicos e usar ventilação adequada são estratégias simples que tornam os ambientes mais seguros

Créditos: ByoungJoo/iStock

Dados do Painel Vigiar, divulgados pela CNN Brasil, apontam que a qualidade do ar no Brasil está longe do ideal: em 2023, a média nacional de material particulado fino (MP2,5) foi de 9,9 µg/m³ – quase o dobro do limite de 5 µg/m³ recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo, conduzido pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, indica que praticamente todas as regiões do país enfrentam níveis de poluição atmosférica prejudiciais à saúde, acendendo um alerta sobre os riscos à população.

Ambientes fechados fazem parte da rotina diária, especialmente em áreas urbanas. Escritórios, residências, escolas e estabelecimentos comerciais tendem a manter janelas fechadas por longos períodos, muitas vezes com sistemas de ar-condicionado.

Mesmo com o conforto térmico, esses equipamentos não são responsáveis pela renovação do ar, o que pode causar uma concentração de poluentes químicos e biológicos. A condição é propícia para sintomas como dores de cabeça, fadiga, irritações respiratórias, tontura, congestão no peito e náusea.

Em longo prazo, a exposição contínua a esses agentes pode agravar quadros respiratórios e comprometer a saúde. A qualidade do ar em espaços fechados pode ser comprometida por diferentes fatores. Entre os mais comuns, estão:

  • Poeira acumulada em móveis, carpetes e equipamentos eletrônicos.
  • Mofo, resultado da presença de fungos em locais úmidos e mal ventilados.
  • Falta de ventilação, que impede a renovação natural do ar.
  • Uso de produtos químicos, como limpadores, tintas e sprays com compostos voláteis.

Mudanças de hábito e manutenção preventiva

Manter os filtros do ar-condicionado limpos é um passo básico e essencial. Filtros sujos acumulam poeira, fungos e bactérias. Indica-se realizar manutenções periódicas, conforme orientação do fabricante, para garantir a eficiência dos aparelhos.

Reduzir o uso de produtos químicos agressivos também ajuda. Prefira itens de limpeza com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs) ou com formulações naturais para espaços internos com o ar mais adequado.

Além disso, o tabagismo nessas áreas deve ser completamente evitado, uma vez que libera milhares de substâncias tóxicas que permanecem no ar por longos períodos.

Sempre que possível, janelas e portas devem ser abertas para permitir a troca de ar. Essa prática remove o dióxido de carbono, dispersa compostos químicos e reduz a umidade, ou seja, há menos proliferação de mofo e bactérias.

Em espaços nos quais não há ventilação natural, como salas sem janelas ou locais com circulação restrita, o uso de sistemas de ventilação mecânica controlada pode ser uma boa solução.

Tecnologia aliada à saúde: circuladores de ar

O ar em movimento em escritórios, salas de aula e até residências fechadas por longos períodos reduz a concentração de CO2, ajuda a controlar a umidade – responsável por fungos e ácaros – e diminui aerossóis, que podem carregar vírus respiratórios.

Quando as janelas permanecem fechadas, soluções como o circulador de ar são uma escolha inteligente. Além de consumir menos energia do que aparelhos de ar-condicionado, distribui o fluxo de maneira uniforme, evitando zonas de ar parado, que favorecem odores e propagação de microrganismos, e, ao mesmo tempo, mantém a temperatura interna estável.