Por: Gabriela
Desistir do sonho de ser médico não é uma possibilidade para eles, que buscam nas instituições estrangeiras uma porta de entrada para a profissão
Medicina é o curso dos sonhos de vários brasileiros, mas antes mesmo de iniciar os estudos na área, os interessados enfrentam um grande desafio: o processo de ingresso. A graduação é uma das mais concorridas do país, seja nas instituições públicas ou privadas, e no caso da segunda categoria, os valores das mensalidades intensificam o problema. Para não abrir mão de seus objetivos e contornar esses obstáculos, muitos estudantes têm buscado os cursos de medicina no exterior.
Medicina no Brasil: principais obstáculos para estudantes
Aqueles que desejam iniciar a graduação em medicina no Brasil precisam enfrentar uma grande concorrência. Muitos estudantes dedicam-se em cursos preparatórios e, mesmo assim, prestam vestibular por vários anos consecutivos sem sucesso. Mais de 100 pessoas competem por cada vaga em boa parcela das universidades públicas, principalmente no sudeste, a região mais disputada. No caso da Unicamp, por exemplo, a taxa pode ultrapassar 300 candidatos competindo por cada vaga.
No caso das instituições particulares a concorrência pode ser menor, mas isso não significa que elas sejam acessíveis. A disputa por vagas existe, mas o obstáculo maior passa a ser as mensalidades, que não saem por menos de 10 mil reais.
Quais são as vantagens de estudar medicina no exterior?
Para driblar esses desafios, a procura por cursos de medicina no exterior têm aumentado entre os brasileiros, principalmente em países vizinhos como a Argentina e o Paraguai. O Mercosul facilita esse processo, já que o bloco econômico possibilita o trânsito de pessoas e a migração.
Algumas universidades desses países possuem cursos de graduação em medicina com nível de excelência reconhecida internacionalmente, como a Universidade de Buenos Aires (UBA) e a Universidade Nacional de La Plata (UNLP), ambas instituições públicas argentinas que estão entre as melhores universidades da América Latina.
O principal diferencial é a falta das barreiras que são comuns no Brasil. O método de ingresso varia entre cada país e instituição, mas a maioria delas se destacam por sua maior acessibilidade e não existem provas tradicionais como os vestibulares. Para conquistar uma vaga em medicina basta aos interessados realizarem uma prova de espanhol de nível intermediário e passarem pelo ciclo básico comum, um sistema de nivelamento que tem duração de um ano.
Além disso, o custo de vida nos países vizinhos é menor que as mensalidades dos cursos mais baratos no Brasil, tornando a alternativa muito mais atrativa para o bolso. Na Argentina, a estimativa dos custos mensais ficam em torno de 3.500 reais, enquanto no Paraguai esse valor é em média de 2.500 reais.
As vantagens não se resumem apenas ao ensino de qualidade, os custos menores e a entrada descomplicada. O estudo no exterior acrescenta o intercâmbio no currículo, um diferencial vantajoso para novos profissionais. O contato com outra língua e cultura e a atuação em localidades diferentes também ajudam a ampliar o conhecimento adquirido nas salas de aula e por meio dos livros, enriquecendo tanto a vida profissional quanto a pessoal.
O que é necessário para atuar no Brasil?
Ao formar-se, no entanto, os alunos enfrentam um dilema: permanecer e buscar residência definitiva no país em que estudou ou retornar ao Brasil. No segundo caso, é necessário realizar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o famoso Revalida INEP, para poder exercer a profissão em solo brasileiro.
A prova atesta que os profissionais graduados no exterior são capacitados e que o conteúdo programático de seus cursos têm equivalência com o conhecimento exigido no Brasil. Apesar das semelhanças nas grades curriculares, é normal não ser aprovado de primeira, já que o nível de complexidade é bastante elevado.







