Dia da Axé Music: Senado aprova projeto de lei, que segue para sanção de Lula

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O axé music está prestes a ganhar um dia no calendário oficial do Brasil. De acordo com a Agência Senado, o Senado Federal aprovou nesta quarta (2) um projeto de lei que cria o Dia Nacional da Axé Music, a ser comemorado anualmente em 17 de fevereiro, data que marca o sucesso do gênero no Carnaval de 1985, quando a Bahia e o Brasil começaram a vibrar ao som de Luiz Caldas e sua música “Fricote”. Entenda a proposta!

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Capa do disco “Magia” de Luiz Caldas, lançado em 1985. Foto: Divulgação

O Projeto de Lei 4187/24, de autoria da deputada Lídice da Mata, tem como objetivo consolidar o reconhecimento nacional do Axé Music, gênero musical que emergiu na Bahia nos anos 1980. A iniciativa também busca valorizar os artistas, compositores e profissionais da música que ajudaram a difundir o ritmo pelo Brasil e pelo mundo.

Em 2025, a axé music celebra 40 anos de sua criação. Lídice relembrou a data, comentou a iniciativa e ressaltou a importância do gênero musical na geração de renda: “São 40 anos em que artistas se renovam, empregos são gerados. É um movimento importante que precisa ser registrado,” disse.

Em fevereiro deste ano, a proposta passou pela Câmera dos Deputados, quando parlamentares e artistas destacaram a relevância histórica e social do Axé Music como “expressão das raízes negras da Bahia e do Brasil”. Agora, após aprovação da mesma no Senado, o Projeto de Lei segue para sanção ou veto presidencial.

Axé Music

Mais do que ritmo, a axé music carrega uma herança ancestral de resistência, alegria e coletividade. Nascida nas ruas de Salvador, ela mistura samba-reggae, frevo, ijexá e tantas outras influências afro-brasileiras. No Carnaval de 2024, por exemplo, a presença do axé movimentou cerca de R$ 2 bilhões na economia local e gerou mais de 60 mil empregos temporários, com a ocupação hoteleira ultrapassando os 95%.

Luiz Caldas, Saulo, Daniela Mercury e Timbalada. Foto: Divulgação

De origem iorubá, a palavra “axé” significa força, energia vital, poder sagrado. Um nome que traduz a potência simbólica e espiritual dessa música que, ao longo de quatro décadas, deu voz a artistas importantes no cenário nacional como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Claudia Leitte, Banda Eva, Carlinhos Brown, Chiclete com Banana, Margareth Menezes e tantos outros.

Reconhecer oficialmente o axé não é apenas exaltar um gênero musical: é valorizar um capítulo fundamental da cultura brasileira, das tradições negras e da energia contagiante que esse som espalha pelos quatro cantos do país.



FONTE: PORTAL POP LINE &GOOGLE NOTÍCIAS