O novo álbum de Kesha, “Period”, caiu nas graças da mídia internacional, mas recebeu críticas mais severas da renomada Pitchfork, que conferiu ao projeto a nota 5.1, considerada baixa. Lançado na última sexta-feira (4), o álbum foi descrito pela publicação como “confuso”.
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(Foto: Divulgação)
“Period” é o primeiro álbum de Kesha após se desligar de vez da Kemosabe Records, do Dr. Luke, e da RCA, após anos de briga na justiça. O disco de hiperpop conta com 11 faixas, incluindo o single “Joyride” do ano passado. As primeiras críticas foram, em sua maioria, favoráveis.
Nesta terça (9), no entanto, a resenha publicada pela Pitchfork foi mais agridoce e ressaltou “problemas” no álbum. Para a jornalista que assina a matéria, a única coisa “verdadeiramente positiva” do novo álbum de Kesha é que ela “nunca deixou de ser ela mesma nos quase vinte anos desde que surgiu nas rádios”.
A publicação afirma que “Period” se baseia em “músicas grudentas com refrões chiclete” e isso não é necessariamente positivo, mas sim “brega”, por mais que o disco seja importante para a artista e represente sua liberdade profissional e pessoal.
A Pitchfork ainda faz críticas específicas a algumas faixas do álbum: o single “Joyride” foi descrito como um “cataclismo com sanfona”, “Boy Crazy” como “o clichê do hyperpop” e “Yippee-Ki-Yay” como “country malpassado”.
Pontos positivos, mas nem tanto
Mesmo conferindo uma nota 5.1 e fazendo críticas ao disco, a Pitchfork também destacou alguns pontos positivos no projeto. Para a publicação, “Period” conta com alguns momentos mais sólidos, como por exemplo em “Freedom”, que é descrita como “uma declaração de missão muito mais poderosa” do que as demais músicas.
Já a faixa “Glow” foi elogiada de forma sutil pela composição: “‘Glow’ tem letras realmente engraçadas em meio a toda a vergonha alheia.” A Pitchfork finaliza a resenha afirmando que “Period” “é só mais uma confusão no topo da pilha.”

(Foto: Divulgação)
Leia mais críticas do novo álbum de Kesha
Rolling Stone
4 estrelas
“Novo álbum da Kesha é uma bagunça, no bom sentido. (…) (Period.) retoma mais ou menos onde ‘Gadg Order’, de 2023 – seu último lançamento pela antiga gravadora, Kemosabe — parou: a música é sem forma, o lamento sem palavras. (…) O gosto de Kesha pela experimentação pop está a todo vapor em (Period.), sua estreia indie bem sincronizada com a ruptura mainstream de longa data do gênero hedonista, neon e trivial conhecido como hyperpop”.
The Guardian
4 estrelas
“Após uma longa batalha judicial, o sexto álbum da estrela pop remonta à sua era de 2010, com uma variedade de estilos pop e apenas raras dicas de seu trauma altamente divulgado. (…) Dito isso, as músicas são todas muito fortes, cheias de pequenas reviravoltas inteligentes e versos engraçados e autorreferenciais: ‘You’re on TikTok / I’m the fucking OG’”.
NME
3 estrelas
“Uma combinação clássica de ousadia, sexo e espiritualidade. (…) ‘Period’ é seu aguardado retorno ao pop puro e o primeiro lançamento de sua gravadora, Kesha Records – e ela escolheu apresentá-lo com dois minutos de gospel ambiente. (…) Kesha não precisa cantar sobre ser uma sobrevivente, nem lutar para provar sua arte: ela já teve seu renascimento espiritual em ‘Rainbow’, reconectou-se com seu lado festeiro em ‘High Road’ e expurgou seus medos em ‘Gag Order’ (que recentemente foi renomeada para ‘Eat The Acid’, em vista de sua emancipação legal). Apesar de todas as lutas nos bastidores, a música nunca pareceu comprometida – a voz de Kesha sempre foi dela”.
All Music
4 estrelas
“Sem erro de digitação, o sexto álbum de estúdio de Kesha, ., de 2025, é literalmente o ponto final de uma frase e marca uma nova era de liberdade pessoal e criativa para a cantora. É uma declaração ousada que vem sendo construída há muito tempo por Kesha, que, a menos que você não tenha prestado atenção, teve uma década difícil. (…) No entanto, Kesha não perdeu o gosto pela diversão camp hiperpop, como afirma a alegre e irônica “BOY CRAZY”. Mais do que um mero conceito, os títulos em letras maiúsculas expressam o clima de alegria declarada que Kesha evoca do começo ao fim”.







