O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou na segunda-feira (27) que dificilmente aceitaria a mais recente proposta do Irã para pôr fim ao conflito, depois de Teerã ter proposto um plano que reabriria o Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo adiaria as discussões sobre a questão nuclear, segundo uma fonte.
Contudo, pessoas familiarizadas com o processo de mediação afirmaram que os EUA e o Irã não estão tão distantes quanto possam parecer.
Enquanto isso, na Rússia, onde o principal diplomata do Irã buscava apoio de seu principal aliado, o presidente Vladimir Putin revelou ter recebido uma mensagem na semana passada do novo líder supremo, Motjaba Khamenei.
Khamenei não foi visto nem se teve notícias dele desde que foi anunciado como sucessor de seu falecido pai, há mais de seis semanas, o que levanta questões sobre seu bem-estar.
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Próximos passos de Trump
Não estava claro na segunda-feira (27) quais seriam os próximos passos de Trump. Reabrir o estreito sem resolver as questões relacionadas ao programa nuclear iraniano poderia eliminar uma importante peça de influência americana nas negociações, disseram autoridades.
No entanto, permitir que a hidrovia permaneça bloqueada prolongaria os altos preços da energia que causaram a disparada do preço da gasolina nos Estados Unidos.
Carga iraniana ainda transita pelo Estreito de Ormuz
A maioria dos navios que transitaram pelo estreito nos últimos dias seguiu uma rota designada pelas autoridades iranianas, e cerca de metade deles carregou em portos iranianos, segundo dados de navegação.
Isso representa um desafio ao bloqueio dos EUA que visa impedir que navios utilizem portos iranianos.
Crise energética
Os preços do petróleo subiram para o nível mais alto em três semanas na segunda-feira, enquanto os preços da gasolina nos EUA subiram um centavo, para US$ 4,11 por galão.
Irã estuda como proceder
Teerã está reavaliando como avançar na diplomacia para pôr fim à guerra, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, durante sua reunião na Rússia, atribuindo o progresso lento aos “hábitos destrutivos” de Washington, incluindo “exigências irracionais”.
Frágil cessar-fogo entre Israel e Líbano
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA estão “cientes” dos ataques israelenses ao Líbano durante o cessar-fogo e que os EUA instaram Israel a “garantir que suas respostas sejam proporcionais e direcionadas”.
Uma análise de imagens de satélite feita pela CNN mostra que as demolições continuaram no Líbano desde que a trégua entrou em vigor, com as operações terrestres começando a assumir a aparência daquelas vistas em Gaza.
Uma trégua no Líbano tem sido um ponto crucial nas negociações entre Washington e Teerã.
Mensagens de felicitações de Putin
Putin pediu às autoridades iranianas que “transmitissem ao líder supremo meu apreço pela sua mensagem e meus melhores votos de saúde e bem-estar”, segundo o Kremlin. Ele também afirmou que a Rússia “fará tudo o que for necessário para atender aos seus interesses (do Irã)” para garantir a paz.
Estado de saúde de Khamenei
Rubio afirmou que os EUA “têm indícios” de que Khamenei ainda está vivo, embora tenha dito que não está claro quanto poder o novo líder supremo detém.
Uma fonte disse à CNN no mês passado que Khamenei sofreu uma fratura no pé, uma contusão no olho esquerdo e pequenos cortes no rosto nos ataques que mataram seu pai.
EUA “humilhados”
O chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou que os EUA estão “sendo humilhados” pelo Irã, ao criticar as tentativas de Washington de se desvencilhar da guerra.







