Imagine a seguinte situação: é madrugada e você precisa sair de casa bem cedo. O ônibus (quase) tem hora certa para passar. O local do seu trabalho fica distante. O caminho de casa até o ponto de ônibus é mal iluminado, a calçada é esburacada, mas você persiste no caminho feito a pé. Não tem outra opção. Chega ao ponto de ônibus e espera, com apreensão. Não há mais ninguém por perto. O sol ainda está longe de nascer, provocando em você uma mistura de sensações — ora alívio, não há risco de atrasos — ora medo, se eu precisar de ajuda ninguém vai me ouvir gritar.
Apenas neste início de parágrafo é possível elencar pelo menos quatro elementos que, de forma direta ou indireta, dizem respeito à segurança pública: transporte, planejamento urbano, iluminação pública e infraestrutura viária. Como se equaciona planejamento urbano a uma efetiva sensação de segurança junto ao cidadão?
Ora, a prova de que a segurança pública não depende apenas da polícia está aí! Quando a malha viária é precária dificulta o acesso da polícia e das unidades móveis de socorro; consequentemente o tempo de resposta aumenta; áreas isoladas e vulneráveis são criadas.
A iluminação pública responde diretamente ao fator zona de risco natural na medida em que reduz a oportunidade de crimes, propicia a circulação de pessoas e amplia a sensação de segurança.
Quanto ao planejamento urbano, a ausência de serviços públicos, ocupações irregulares e ruas sem saída, que criam os chamados labirintos urbanos, dificultam o patrulhamento, o monitoramento e a presença institucional das forças de segurança e do estado. O transporte público dispensa apresentações, bastando lembrar a necessidade de linhas e frota em quantidade proporcional ao grande público e um tempo razoável de espera.
Esse espaço é para a livre circulação de ideias e a Tribuna respeita a pluralidade de opiniões. Os artigos para a seção serão recebidos por e-mail (leitores@tribunademinas.com.br). Para a versão impressa devem ter, no máximo, 30 linhas (de 70 caracteres) com identificação do autor e telefone de contato. O envio da foto é facultativo e pode ser feito pelo mesmo endereço de e-mail.
O post Nem só de aparato policial vive o homem… apareceu primeiro em Tribuna de Minas.

Imagine a seguinte situação: é madrugada e você precisa sair de casa bem cedo. O ônibus (quase) tem hora certa para passar. O local do seu trabalho fica distante. O caminho de casa até o ponto de ônibus é mal iluminado, a calçada é esburacada, mas você persiste no caminho feito a pé. Não tem outra opção. Chega ao ponto de ônibus e espera, com apreensão. Não há mais ninguém por perto. O sol ainda está longe de nascer, provocando em você uma mistura de sensações — ora alívio, não há risco de atrasos — ora medo, se eu precisar de ajuda ninguém vai me ouvir gritar.
Apenas neste início de parágrafo é possível elencar pelo menos quatro elementos que, de forma direta ou indireta, dizem respeito à segurança pública: transporte, planejamento urbano, iluminação pública e infraestrutura viária. Como se equaciona planejamento urbano a uma efetiva sensação de segurança junto ao cidadão?
Ora, a prova de que a segurança pública não depende apenas da polícia está aí! Quando a malha viária é precária dificulta o acesso da polícia e das unidades móveis de socorro; consequentemente o tempo de resposta aumenta; áreas isoladas e vulneráveis são criadas.
A iluminação pública responde diretamente ao fator zona de risco natural na medida em que reduz a oportunidade de crimes, propicia a circulação de pessoas e amplia a sensação de segurança.
Quanto ao planejamento urbano, a ausência de serviços públicos, ocupações irregulares e ruas sem saída, que criam os chamados labirintos urbanos, dificultam o patrulhamento, o monitoramento e a presença institucional das forças de segurança e do estado. O transporte público dispensa apresentações, bastando lembrar a necessidade de linhas e frota em quantidade proporcional ao grande público e um tempo razoável de espera.
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