Ainda não é possível aferir o tamanho do dano na candidatura do senador Flávio Bolsonaro após a revelação, pelo site Intercept, de sua conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro, na qual pedia recursos para a conclusão de um filme que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, com previsão de chegar às telas em setembro, um mês antes das eleições.
Os institutos de pesquisa, diante de fatos de tamanha relevância, costumam ir às ruas para verificar o reflexo na opinião pública. Dessa vez não deve ser diferente, mas o noticiário sustenta um cenário crítico para o candidato do PL, não apenas em razão do deliberado esquema de divulgação da conversa por adversários, mas também pelo fogo amigo, como o ex-governador Romeu Zema, que queimou a largada e fez duras críticas ao senador.
Os primeiros dias após o vazamento foram pródigos em previsões e estratégias. Enquanto o ex-governador de Minas foi para a briga, o também ex-governador Ronaldo Caiado usou a máxima de esperar para ver, sem, no entanto, deixar de cobrar transparência.
Caiado se situa no campo dos que acreditam na abertura de uma terceira via, na qual seria ele a opção principal. Com trânsito em todos os setores da direita, vai jogar na espera até que haja um desfecho mais claro do caso.
Sem surpresa, o Governo e seus aliados tratam de colocar fogo no circo, por entenderem ser uma oportunidade única de se distanciarem do candidato do PL, hoje no seu retrovisor. A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (13), indicou uma vantagem numérica do presidente no primeiro turno, mas registrou empate técnico na segunda rodada.
É no eventual segundo turno que os dois lados colocam suas fichas: o presidente, que já está marcando território ao estabelecer diferenças, e Flávio Bolsonaro, que ainda avalia as consequências do áudio do Intercept. Primeiro negou, depois admitiu, o que foi uma estratégia equivocada. A discussão agora envolve o destino do dinheiro: se foi todo aplicado no filme e qual a razão de ter passado pelas mãos de um advogado especialista em imigração que representa o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, ora nos Estados Unidos.
O candidato do PL tem como primeiro desafio chegar ao segundo turno, pois é pouco provável o surgimento de outra opção para além de Romeu Zema e Ronaldo Caiado. A polarização, que envolve 72% dos eleitores, é um empecilho para um terceiro nome, mesmo com o esforço dos ex-governadores.
Flávio, porém, terá que dobrar sua estratégia, uma vez que, não bastasse o caso do filme, precisa dar rumo à candidatura do ex-governador do Rio Cláudio Castro ao Senado – a quem presta apoio. O ex-dirigente fluminense recebeu a visita da Polícia Federal na manhã da última sexta-feira (15), por denúncia de leniência no cargo ao facilitar a ação de um grupo conhecido por ser o maior sonegador de impostos do país. Problemas, pois, não faltam. Se antes era o candidato do PL, agora é Lula quem joga parado.
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O post O vazamento e suas consequências apareceu primeiro em Tribuna de Minas.

Ainda não é possível aferir o tamanho do dano na candidatura do senador Flávio Bolsonaro após a revelação, pelo site Intercept, de sua conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro, na qual pedia recursos para a conclusão de um filme que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, com previsão de chegar às telas em setembro, um mês antes das eleições.
Os institutos de pesquisa, diante de fatos de tamanha relevância, costumam ir às ruas para verificar o reflexo na opinião pública. Dessa vez não deve ser diferente, mas o noticiário sustenta um cenário crítico para o candidato do PL, não apenas em razão do deliberado esquema de divulgação da conversa por adversários, mas também pelo fogo amigo, como o ex-governador Romeu Zema, que queimou a largada e fez duras críticas ao senador.
Os primeiros dias após o vazamento foram pródigos em previsões e estratégias. Enquanto o ex-governador de Minas foi para a briga, o também ex-governador Ronaldo Caiado usou a máxima de esperar para ver, sem, no entanto, deixar de cobrar transparência.
Caiado se situa no campo dos que acreditam na abertura de uma terceira via, na qual seria ele a opção principal. Com trânsito em todos os setores da direita, vai jogar na espera até que haja um desfecho mais claro do caso.
Sem surpresa, o Governo e seus aliados tratam de colocar fogo no circo, por entenderem ser uma oportunidade única de se distanciarem do candidato do PL, hoje no seu retrovisor. A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (13), indicou uma vantagem numérica do presidente no primeiro turno, mas registrou empate técnico na segunda rodada.
É no eventual segundo turno que os dois lados colocam suas fichas: o presidente, que já está marcando território ao estabelecer diferenças, e Flávio Bolsonaro, que ainda avalia as consequências do áudio do Intercept. Primeiro negou, depois admitiu, o que foi uma estratégia equivocada. A discussão agora envolve o destino do dinheiro: se foi todo aplicado no filme e qual a razão de ter passado pelas mãos de um advogado especialista em imigração que representa o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, ora nos Estados Unidos.
O candidato do PL tem como primeiro desafio chegar ao segundo turno, pois é pouco provável o surgimento de outra opção para além de Romeu Zema e Ronaldo Caiado. A polarização, que envolve 72% dos eleitores, é um empecilho para um terceiro nome, mesmo com o esforço dos ex-governadores.
Flávio, porém, terá que dobrar sua estratégia, uma vez que, não bastasse o caso do filme, precisa dar rumo à candidatura do ex-governador do Rio Cláudio Castro ao Senado – a quem presta apoio. O ex-dirigente fluminense recebeu a visita da Polícia Federal na manhã da última sexta-feira (15), por denúncia de leniência no cargo ao facilitar a ação de um grupo conhecido por ser o maior sonegador de impostos do país. Problemas, pois, não faltam. Se antes era o candidato do PL, agora é Lula quem joga parado.
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