70+: esse voto não pode ficar abafado

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Muitas pessoas chegam aos 70 anos trazendo no rosto as marcas do tempo e, no coração, uma história que nenhuma estatística consegue traduzir. São homens e mulheres que viveram tempos difíceis. Testemunharam conquistas. Criaram filhas e filhos. Sepultaram amigos. Recomeçaram a vida quando tudo parecia impossível. E aprenderam pela própria vida, que o futuro nunca está garantido. E que a história da humanidade não acabou. “Ainda estamos aqui!”

Para o/as cidadão/as 70+, o voto não é obrigatório. Mas jamais deixou de ser importante. Agora mais do que nunca esse voto é imprescindível, pode mudar, com certeza, o resultado das próximas eleições.

Penso que para os 70+, comparecer às urnas no dia 4 de outubro não é apenas cumprir uma obrigação. É fazer uma escolha de participação cidadã. É dizer para a cidade que os anos vividos não tirou de nós o interesse pelo que virá. Afinal, quem ajudou a construir o presente tem todo o direito de participar da construção do amanhã.

É muito justo que seja assim. É certo, é da vida, que o tempo que age em nós, pode diminuir alguns dos nossos passos, mas, não precisa calar a nossa voz. E não podemos deixar que calem a nossa voz. Esse voto dos 70+ não pode ficar no silêncio. Esse eleitorado prateado representa 16 milhões de pessoas no país. São muitos e são fortes, politicamente.

Acredito firmemente no potencial de transformação social e político que esse eleitorado pode imprimir no futuro do nosso país, começando agora daqui a três semanas, com o comparecimento maciço nas urnas. Se eu pudesse dar um conselho a você que tem 70+: não deixe de votar. Vote. Escolha bem os seus candidatos e candidatas. Quais deles e delas falam à sua vida cotidiana? Acompanhe o processo eleitoral.

Você, 70+, precisa ser visto e reconhecido, não como alguém que parou no tempo, alguém que ficou para trás; não: você é um/a cidadão/a que tem muita competência e capacidade para ajudar a iluminar o caminho à frente. É preciso que a gente reaja a essa ideia silenciosa e injusta de que envelhecer é afastar-se das decisões da sociedade, é não fazer política. Pelo contrário. Agora mais do que nunca precisamos fazer política. Discutir o país. Discutir a nossa cidade. Discutir o nosso futuro.

A democracia corre sérios riscos de desmanchar. Vamos construir um país e uma cidade para todas as idades. Envelhecer é continuar pertencendo. Por mais que soprem ventos contrários. É continuar tendo direitos, opiniões, responsabilidades e sonhos. E que ninguém se engane: o voto dos 70+ não é um voto menor, nem é uma voz que deve ser silenciada pelo tempo. A experiência não pode ser aposentada, e nem a cidadania pode ter prazo de validade.

Aos 70, 80, 90 ou mais, cada cidadão e cada cidadã continuam sendo parte viva da democracia. Por isso esse voto não pode ficar abafado. Precisa ser ouvido — e acima de tudo, respeitado. 70+: não deixem de votar!

  • LEIA MAIS sobre a Coluna A Pessoa Idosa e A Cidade aqui



O futuro chegou: estamos velhos

Muitas pessoas chegam aos 70 anos trazendo no rosto as marcas do tempo e, no coração, uma história que nenhuma estatística consegue traduzir. São homens e mulheres que viveram tempos difíceis. Testemunharam conquistas. Criaram filhas e filhos. Sepultaram amigos. Recomeçaram a vida quando tudo parecia impossível. E aprenderam pela própria vida, que o futuro nunca está garantido. E que a história da humanidade não acabou. “Ainda estamos aqui!”

Para o/as cidadão/as 70+, o voto não é obrigatório. Mas jamais deixou de ser importante. Agora mais do que nunca esse voto é imprescindível, pode mudar, com certeza, o resultado das próximas eleições.

Penso que para os 70+, comparecer às urnas no dia 4 de outubro não é apenas cumprir uma obrigação. É fazer uma escolha de participação cidadã. É dizer para a cidade que os anos vividos não tirou de nós o interesse pelo que virá. Afinal, quem ajudou a construir o presente tem todo o direito de participar da construção do amanhã.

É muito justo que seja assim. É certo, é da vida, que o tempo que age em nós, pode diminuir alguns dos nossos passos, mas, não precisa calar a nossa voz. E não podemos deixar que calem a nossa voz. Esse voto dos 70+ não pode ficar no silêncio. Esse eleitorado prateado representa 16 milhões de pessoas no país. São muitos e são fortes, politicamente.

Acredito firmemente no potencial de transformação social e político que esse eleitorado pode imprimir no futuro do nosso país, começando agora daqui a três semanas, com o comparecimento maciço nas urnas. Se eu pudesse dar um conselho a você que tem 70+: não deixe de votar. Vote. Escolha bem os seus candidatos e candidatas. Quais deles e delas falam à sua vida cotidiana? Acompanhe o processo eleitoral.

Você, 70+, precisa ser visto e reconhecido, não como alguém que parou no tempo, alguém que ficou para trás; não: você é um/a cidadão/a que tem muita competência e capacidade para ajudar a iluminar o caminho à frente. É preciso que a gente reaja a essa ideia silenciosa e injusta de que envelhecer é afastar-se das decisões da sociedade, é não fazer política. Pelo contrário. Agora mais do que nunca precisamos fazer política. Discutir o país. Discutir a nossa cidade. Discutir o nosso futuro.

A democracia corre sérios riscos de desmanchar. Vamos construir um país e uma cidade para todas as idades. Envelhecer é continuar pertencendo. Por mais que soprem ventos contrários. É continuar tendo direitos, opiniões, responsabilidades e sonhos. E que ninguém se engane: o voto dos 70+ não é um voto menor, nem é uma voz que deve ser silenciada pelo tempo. A experiência não pode ser aposentada, e nem a cidadania pode ter prazo de validade.

Aos 70, 80, 90 ou mais, cada cidadão e cada cidadã continuam sendo parte viva da democracia. Por isso esse voto não pode ficar abafado. Precisa ser ouvido — e acima de tudo, respeitado. 70+: não deixem de votar!

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FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS