Três blocos de carnaval de Juiz de Fora deverão ter seus locais alterados após determinação da Justiça. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16) e atende ação civil pública ajuizada por meio da 8ª Promotoria de Justiça de Juiz de Fora, mesmo dia em que uma nota de repúdio contra a ação foi publicada por diversas entidades. Os blocos intimados a mudar o local são os Debochados do Vila ideal, Lixarte e Unidos do Rip Rap, marcados para desfilar, respectivamente, nos bairros Ipiranga, Olavo Costa e Vila Ideal. Caso não cumprida, a determinação prevê multa diária de R$ 1 mil aos organizadores, além de apreensão de instrumentos musicais e equipamentos de som.
A decisão judicial estabelece que a concentração e o desfile dos blocos ocorram nos lugares indicados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), conforme orientação de segurança da Polícia Militar (PMMG). Também ficará a cargo da Polícia Militar fiscalizar o trajeto dos blocos e tomar as providências para impedir a realização dos eventos fora dos locais apontados pela própria PM como seguros.
Na última segunda-feira, o MPMG, a pedido da Polícia Militar, acionou a justiça para que os blocos fossem transferidos de lugar. Os bairros que ficam na Zona Sul e Sudeste do município são considerados áreas de alto risco pela segurança pública, com possibilidade de confronto de gangues e intensificação de conflitos.
À promotoria do MPMG, a PM afirmou que o período carnavalesco traz grande preocupação aos órgãos de segurança pública, tanto pela aglomeração de foliões, como pela incidência criminal no período, que normalmente possui a tendência de aumento, principalmente de homicídios, furtos e roubos.
Nesta quinta, diversas entidades de Juiz de Fora assinaram uma nota de repúdio à medida tomada pelo MPMG, considerando a ação excludente e discriminatória. A nota afirma que a violência mencionada não se restringe a regiões específicas. “Por mais indesejáveis que sejam, as “confusões” havidas no período ocorrem por toda a cidade, inclusive, nos bairros “nobres”, não se limitando a regiões que (curiosamente) são compostas por maioria preta e pobre.”







