Atualmente, 1,66 milhão de brasileiros usam aplicativos de transporte e de entregas como fonte de renda no país, sendo 1.274.281 motoristas e 385.742 entregadores. Mais de 95% são do gênero masculino e 60% têm ensino médio completo.
O perfil dos entregadores e motoristas de aplicativos foi levantado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e divulgado na noite desta terça-feira (11) pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), com base em dados dos associados iFood, Uber, 99 e Zé Delivery.
No estudo realizado entre agosto e novembro de 2022, com 3.025 profissionais, 62% dos motoristas e 68% dos entregadores se declaram pretos ou pardos. A idade média dos motoristas é de 39 anos e a dos entregadores, 33 anos. A renda líquida média dos motoristas varia entre R$ 2.925 e R$ 4.756 ao mês e, para os entregadores, entre R$ 1.980 e R$ 3.039 estimando uma jornada de 40 horas semanais, segundo o levantamento.
A pesquisa mostra que a jornada média semanal dos motoristas não chega a 40 horas. “Os dados administrativos das empresas mostraram que a jornada média semanal de trabalho é de 4,2 dias – com uma média entre 22 e 31 horas semanais trabalhadas, que variam conforme o mês e o tempo de ociosidade”, informa a Amobitec.
Entre os entregadores, a jornada de trabalho é de 3,3 dias por semana, com média de horas ativas nos aplicativos entre 13h e 17h por semana. Para 55% dos respondentes, a média de dias e horas trabalhados junto aos apps varia de acordo com outras ocupações e ocorrências da vida cotidiana. O ganho estimado por hora da categoria é de R$ 23, segundo o levantamento.
Antes do uso de aplicativos de entrega ou transporte, 67% dos entregadores e 57% dos motoristas informaram que exerciam atividade econômica, sendo que 31% dos entregadores e 43% dos motoristas estavam desempregados antes de ingressarem nos apps.
Entre os motoristas que exerciam alguma atividade, o estudo informa que 31% a mantiveram depois de começar a trabalhar com aplicativos de transporte e 26% a abandonaram, dedicando-se aos aplicativos.
Dos entregadores que tinham alguma atividade econômica antes de começar a trabalhar com aplicativos, 48% afirmaram que seguem exercendo outra ocupação, sendo metade deles com carteira assinada, enquanto 52% declararam se dedicar apenas aos apps.






