O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse há pouco que não há, no governo, debate sobre a mudança do perfil do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Afirmou ainda que o governo está preparado para o embate político no Congresso sobre os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro, depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes retirou o sigilo e liberou vídeos das invasões no último final de semana.
“Não existe debate do governo sobre mudança ou não do perfil do GSI”, afirmou Padilha em entrevista à Globo News, quando também aproveitou para enaltecer o currículo do ex-GSI Gonçalves Dias e reafirmar que ele deixou o cargo para apresentar sua defesa com maior tranquilidade.
Dias pediu demissão na semana passada, depois que ele apareceu nos primeiros vídeos divulgados sobre as invasões nas sedes dos três Poderes, ao lado de golpistas no Palácio do Planalto.
“As imagens não podem manchar sua biografia. Está sendo feita a apuração”, reafirmou Padilha ao destacar que G.Dias, como é conhecido o general que comandava a GSI, pediu para sair do cargo para apresentar sua versão, para ter mais tranquilidade na defesa.
Padilha ainda declarou que as instituições estão funcionando com autonomia e apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “É fundamental que a PF possa apurar a responsabilidade de todos que aparecem nos vídeos”, complementou.
Padilha também falou sobre as invasões do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e lembrou que fez críticas à ocupação de área da Embrapa neste mês.
“Fiz criticas à ocupação de área de pesquisa da Embrapa, que faz pesquisa, é uma empresa pública brasileira. Acho que há outras formas de luta”, disse ao lembrar que o presidente Lula retomou programa de distribuição de alimentos e tem preocupação de fortalecer a agricultura familiar no país.
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha: “as imagens não podem manchar sua biografia. Está sendo feita a apuração” — Foto: José Cruz/ Agência Brasil/Agência O Globo







