UFJF sedia conferência nacional sobre cuidados paliativos

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Com o objetivo de incentivar a criação de políticas públicas de cuidados paliativos no Sistema Único de Saúde (SUS), será realizada, nesta sexta-feira (dia 19), a I Conferência Livre Nacional de Cuidados Paliativos. O evento acontece em formato híbrido – uma parte presencial e outra on-line -, no anfiteatro II do Instituto de Ciências Humanas (ICH) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), das 13h às 18h. A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo formulário disponível no Instagram da Frente PaliAtivista e do projeto Enlutar.

De acordo com Edylane Eiterer, historiadora, pesquisadora e integrante da organização do evento, o intuito da conferência é aprofundar o debate sobre a necessidade de criação de políticas públicas voltadas para a área, incluindo a discussão acerca de financiamento para que as atividades cheguem democraticamente ao maior número de pacientes da rede pública, em especial, que necessitam desse tipo de cuidados.

O tema da conferência é “Cuidados Paliativos: Um Direito Humano – Políticas Públicas Já!”. Na parte virtual da programação, haverá abertura com a idealizadora da Frente PaliAtivista e palestras com representantes do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Saúde, além do debate sobre determinantes sociais na saúde pública e acesso aos cuidados paliativos no Brasil. Já na etapa presencial, estão previstos discussões e alinhamento de propostas de acordo com as necessidades locais apontadas pelos grupos de trabalho em cada polo, assim como a eleição de delegados para a etapa nacional da 17ª Conferência Nacional de Saúde.

Edylane explica que a organização do evento partiu da Frente PaliAtivista com representantes locais. “Em seguida, o projeto Enlutar, da UFJF, veio somar conosco. As movimentações ficaram maiores após a XVII Conferência Nacional de Saúde e seus desdobramentos na Conferência Municipal de Saúde.” Segundo a organizadora, o convite é para profissionais e estudantes da área de saúde, usuários, gestores do SUS, agentes sociais, membros de conselhos de saúde, associações, apoiadores e quem mais se interessar pela discussão e construção de uma política pública que garanta o acesso aos cuidados paliativos.

Busca por qualidade de vida

A conferência acontece simultaneamente em 20 polos, em todas as regiões do Brasil. Juiz de Fora puxou o movimento em Minas Gerais, junto com Belo Horizonte. “A UFJF foi escolhida porque há um movimento de profissionais e estudantes que têm se debruçado nesse tema”, informa Edylane. Em Juiz de Fora, a Prefeitura, por meio da Equipe de Cuidados Paliativos do Serviço de Atenção Domiciliar, e as equipes da Santa Casa de Misericórdia, do Hospital Monte Sinai e do Hospital da Unimed oferecem os cuidados.

Sobre os cuidados paliativos, a historiadora explica que são princípios e fazem parte do escopo dos Direitos Humanos para a atenção à saúde. “O objetivo sempre é a qualidade de vida. Então, busca-se, no campo físico e biológico, o alívio da dor e dos sintomas desagradáveis. No campo psicológico, trata-se de valorizar a vida e mostrar que a morte é um processo normal, aliando-se às questões culturais, filosóficas e espirituais do paciente. Busca-se, também, manter a sua autonomia o máximo possível. Por isso, o suporte é para o paciente e para a família, através de uma equipe multidisciplinar.”

FONTE: TRIBUNA DE MINAS