Os alertas de desmatamento na Amazônia registraram uma queda de 7,4% no período entre agosto de 2022 e julho de 2023, segundo dados do Deter, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apresentados nesta quinta-feira. Já no Cerrado, a quantidade de alertas teve alta de 16,5%.
Se considerados apenas os sete primeiros meses deste ano, houve uma redução de 42,5% no número de alertas de desmatamento na Amazônia, quando comparados ao mesmo período do ano passado. Em julho, mês com histórico de desmatamento em alta, a queda foi ainda maior, de 66%.
deter — Foto: Fonte: INPE/MCTI/MMA
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Os números representam uma importante mudança de tendência em relação ao que se via até o ano passado. Segundo o Deter, o período entre agosto e dezembro do ano passado apresentou uma alta expressiva, de 54%, no número de alertas em relação ao mesmo período de 2021, ou seja, a curva, que era de alta, agora é de queda.
— Foto: Fonte: INPE/MCTI/MMA
“Estamos obtendo o melhor resultado desejado na nossa atuação, que é a reversão da curva do desmatamento”, afirmou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco. “Isso abre uma enorme possibilidade de avançarmos com a nossa política nos próximos meses”, completou.
— Foto: Fonte: INPE/MCTI/MMA
Entre os fatores que podem explicar este movimento está a ampliação da fiscalização. Os autos de infração expedidos pelo Ibama aumentaram 173% nos sete primeiros meses deste ano. No mesmo período, o volume de multas aplicadas cresceu 147%, os embargos 123% e os termos de apreensão, 107%. As autuações feitas pelo ICMBio também aumentaram.
Por outro lado, no Cerrado o desmatamento aumentou. O Deter registrou crescimento de 26% no número de alertas em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Se considerado o período entre janeiro e julho, a alta foi de 21,7%.
— Foto: Fonte: INPE/MCTI/MMA
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