Moradores de bairro da Cidade Alta reclamam de ônibus quebrado com frequência

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A frequência com que o ônibus do transporte público coletivo da linha Mirante (346) quebra e causa transtorno para seus usuários é motivo de reclamação para moradores do Bairro Paço Del Rey, na Cidade Alta. Conforme os relatos enviados à Tribuna, desde a última segunda-feira (11), o veículo que serve a comunidade, pertencente à empresa Tusmil, vem apresentando problemas, tendo, inclusive, deixado de circular, na tarde desta quinta-feira (14), porque estaria no conserto.

A dona de casa e moradora do Paço Del Rey, Glória Grossi Defilippo Hansen, contou que a linha é a única que percorre todo o bairro, mas estaria apresentando vários problemas desde o início da semana. “Com isso, a gente tem que ir para a BR com crianças e idosos doentes e esperar passar qualquer ônibus para descer para a cidade. Precisamos que outra linha atenda nossa comunidade”, enfatizou.

Lícia Goulart, que também reside no bairro, relatou que uma vizinha não conseguiu pegar o ônibus, nesta quinta, porque não teria circulado. “Ela ligou para a garagem, e eles disseram que o mecânico está mexendo no veículo e não há ônibus reserva, nem previsão para conserto”.

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Questionada a respeito dos transtornos apontados pelos usuários, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que “não mede esforços para fazer com que o sistema de transporte público em Juiz de Fora se torne melhor, no prazo mais rápido possível e dentro dos ritos necessários na Administração Pública”. A Administração municipal também ressaltou que “autua, diariamente, os consórcios das empresas de ônibus pelo não cumprimento de horários e de itinerários das linhas de ônibus. As constantes infrações do Consórcio Manchester, inclusive, geraram um processo administrativo que culminou com a caducidade do contrato de concessão pública do Consórcio com a Administração”, destacou a PJF.

Sobre a situação, a Tusmil informou que a caducidade decretada pela PJF “vem dificultando a negociação para obter, junto a fornecedores, insumos e materiais (peças, acessórios, pneus etc.), necessários para manter a operação das linhas da forma e com a qualidade que a Tusmil sempre foi reconhecida”.

A empresa também acrescenta que “a situação da frota poderia ser equacionada se a PJF repassasse às empresas a complementação da remuneração dos custos conforme prometido.”



FONTE: TRIBUNA DE MINAS