Saiba usar os podcasts para estudar para as provas e vestibular  – Notícias

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O podcast é um formato de mídia que tem atraído jovens estudantes, que buscam informações ágeis e até dicas para estudar para as provas e até mesmo para exames e vestibular. 


O R7 entrevistou especialistas e uma estudante para comentarem sobre a experiência de incluir listas de podcasts na hora do planejamento de estudo. Os dois alertam para o uso de um filtro das informações transmitidas por esses programas, que podem apresentar opiniões controversas.



Anderson Bigon, apresentador do Podcast Oficina, realizado pela Oficina do Estudante de Campinas (SP), explica que um podcast é um formato de mídia que transmite conteúdos gravados no formato de áudio, inspirado no rádio, mas que permitem o acesso ao conteúdo em qualquer momento. “É uma forma de consumir conteúdo de qualidade de forma rápida em variados ambientes e horários, normalmente disponibilizados em plataformas de streaming”, diz.


Segundo Bigon, não é a maioria dos alunos e vestibulandos que têm o hábito de buscar notícias por meio de jornais, revistas ou até mesmo, televisão. “O podcast cada vez mais vem sendo utilizado pelos estudantes, principalmente, para o acesso a informações sobre atualidades, o que acontece no dia a dia”, diz. “Além de informativo, vários podcasts apresentam entrevistas com convidados específicos acerca do assunto trabalhado em determinado episódio, existindo também aqueles que são ao vivo e é possível a interação através de perguntas aos convidados via chat”, explica.


O professor chama a atenção para o fato de que como qualquer mídia, também é preciso fazer um filtro sobre informações e assuntos trabalhados e discutidos em um podcast. “O estudante deve ficar atento à qualidade das notícias divulgadas, para estudar de uma maneira mais assertiva e segura”, diz.


Ainda, segundo Bigon, não é recomendado substituir um estudo de um assunto ou conteúdo de aulas expositivas, leituras de livros didáticos ou apostilas, por um conteúdo digital, por intermédio dos podcasts. “Essas mídias são indicadas para complementação de conteúdo ou até mesmo acesso a uma abordagem diferente.”



Para Letícia Figueira de Lima, 17 anos, aluna da 3ª série do ensino médio do Poliedro Colégio de São José dos Campos, interior de São Paulo, os podcasts são uma ótima maneira para estudar, por tornarem mais fácil e rápido o entendimento e a relação entre conteúdo de sala de aula e atualidades.


“Sabemos que a maior aposta das provas é relacionar conteúdos didáticos com a capacidade crítica e o conhecimento de mundo, além de ser uma excelente forma de dominar assuntos atuais que podem ser potenciais temas de redação”, conta.


“No meu dia a dia, os podcasts se tornaram uma importante ferramenta, porque consigo ouvir no caminho entre minha a casa e a escola ou quando sobra um tempo entre as aulas. Dessa forma, otimizo meu tempo e consigo conciliar todas as tarefas com as notícias do dia.”


Ainda, de acordo com a estudante, apesar de tantos benefícios, é preciso tomar cuidado com o tipo de podcast que se ouve, já que alguns apresentam opiniões controversas e até mesmo ofensivas. “Talvez a não identificação com a ferramenta esteja fortemente atrelada, primeiramente, à divergência entre a opinião do ouvinte e a do locutor. Nesse caso, uma solução possível é procurar outro podcast, com ideias mais sensatas e com maior embasamento, sendo mais construtivo para o conhecimento”, sugere.


Letícia ainda traz dicas para aqueles que não possuem afinidades com os podcasts. “Encare o momento de ouvir um podcast como algo prazeroso e procure por programas que levam a conversa de forma mais leve e fluída,” diz. “Vale anotar pontos importantes como um meio de manter o foco; essa é estratégia tem me ajudado a não me perder diante de todas as informações recebidas.” 


Beatriz Ambrósio, gerente de comunicação e marketing da Layers Educations, empresa de tecnologia da área de educação, explica que a utilização dos recursos auditivos, como os podcasts, ajudam na memorização de conteúdos e facilitam o planejamento. “Até aqueles temas complexos de difícil assimilação ficam mais leves com o uso desses novos recursos”, explica.


*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder


FONTE: R7