Motoboy é esfaqueado durante discussão em restaurante na Zona Sul

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Um motoboy de 22 anos foi esfaqueado na tarde desta quinta-feira (10) em um restaurante localizado no Bairro São Mateus, Zona Sul de Juiz de Fora. De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, a vítima teria se envolvido em uma discussão com um dos donos do estabelecimento, de 23 anos, que o atingiu com uma faca na região do pescoço. Até então, conforme a PM, o motoboy não corre risco de morte.

A discussão entre os envolvidos teria iniciado por conta de problemas na distribuição de um lanche. Exaltados, eles teriam começado uma briga corporal. Conforme a PM, o motoboy teria acertado o dono do restaurante com o capacete, que respondeu à agressão com uma facada. A vítima foi encaminhada ao HPS e o suspeito foi preso. A ocorrência ainda está em andamento e deve ser registrada como lesão corporal grave.

Conforme informações da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora, o motoboy se encontra estável, já foi extubado e não corre risco de morte. Ainda conforme a pasta, ele segue com os cuidados intensivos.

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Categoria organiza buzinaço

De acordo com informações da Associação dos Motoboys, Motogirls e Entregadores de Juiz de Fora, os profissionais estão organizando um buzinaço em frente ao estabelecimento como manifestação pelo ocorrido. O protesto está previsto para ocorrer ainda nesta quinta, a partir das 20h. 

A entidade está em contato com o irmão da vítima e irá prestar assistência jurídica sobre o caso, conforme Nicolas Souza Santos, secretário da associação. “Não importa a razão, um trabalhador não pode sofrer um atentado contra a sua vida. Isso é resultado de como a sociedade nos enxerga: peças de uma engrenagem, substituíveis, é só jogar fora que tem outra”, diz Nicolas. “Somos trabalhadores, temos família e pessoas que nos respeitam e nos amam. Diariamente recebemos relatos de motoboys agredidos e mortos – isso não pode e não vai continuar assim.”

O representante da associação ainda destacou que a mesma está à disposição não só da vítima, mas de todos os motoboys “que se sentirem lesados no exercício de sua profissão”.



FONTE: TRIBUNA DE MINAS