´o melhor era voltar´ :: ogol.com.br

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Paulinho não vingou como o esperado no Bayer Leverkusen. Ainda assim, com apenas 22 anos, seguia com mercado na Europa. Preferiu voltar ao Brasil. Apresentado nesta sexta-feira, o atacante explicou os motivos de sua decisão e demonstrou certo desconforto ao falar sobre o desenvolvimento no futebol alemão.

Destaque muito cedo no Vasco, Paulinho foi apontado como um dos mais promissores nomes de sua geração. Ganhou a primeira oportunidade em 2017 e um ano depois estava no Bayer Leverkusen. Foram quatro temporadas e meia por lá, antes de decidir retornar ao Brasil. O Galo tomou a dianteira para contar o atleta, mesmo tendo forte concorrência.

“Foi uma decisão muito pessoal dele, ele tinha inúmeras propostas tanto de Brasil quanto Europa, e ele tomou a decisão de estar conosco. Se sinta honrado e orgulhoso torcedor, porque o Paulinho fez a escolha de estar conosco” discursou o diretor de futebol Rodrigo Caetano, antes de abrir a coletiva de Paulinho.

“Eu e minha família tivemos uma decisão consciente de que o Galo seria o melhor. Estou feliz, e venho feliz para o Brasil, ficando mais perto da minha família. Me sinto bem, preparado e feliz para poder ingressar nesse novo desafio. Também visando seleção brasileira, que sempre será um objetivo meu”, justificou.

Seleção que, por sinal, parece ter sido mais a sua meta do que o próprio sucesso no futebol europeu. Paulinho minimizou até a importância do aprendizado no futebol alemão.

“Sempre tive o objetivo de participar das Olimpíadas, por conta de ter participado de todo o ciclo olímpico. Consegui o êxito de conquistar o ouro, e no momento a gente viu que o melhor era voltar ao Brasil, ficar mais perto da família. Nada melhor do que ser no Atlético, que sempre mostrou muito interesse por mim, dando muito suporte para mim no clube, para que a gente possa conquistar as coisas grandes que almejamos”, explicou.

“Tudo que eu aprendi foi aqui no Brasil. Tive uma base muito sólida, não só no Vasco mas também na seleção brasileira. Passamos por um processo vitorioso na seleção, com o Carlos Amadeu, onde aprendi muito sobre tática e técnica. Fui bem consciente do que eu já sabia. Na Europa, a gente aprende mais sobre outra cultura, a questão da disciplina que os alemães têm. É uma experiência nova que a gente passa na Europa, mas o Brasil não perde em nada”, garantiu.

“Eu tive muitas propostas da Europa, mas decidi vir para o Galo, porque vi que o Galo teria toda a estrutura para que eu possa desempenhar o bom futebol aqui. Foi uma decisão muito minha e da minha família voltar ao Brasil, ficar perto da família e jogando em clube grande, com gana de conquistar títulos. Foi o principal”, resumiu.



FONTE: TRIBUNA DE MINAS