Em negociação salarial, servidores municipais paralisam as atividades em JF

0
26

Foto: Sinserpu

Os servidores da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) realizam paralisação nesta sexta-feira (10). O movimento envolve funcionários municipais de diferentes setores e acontece em meio às negociações salariais. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu), uma assembleia durante a manhã procurou mobilizar os servidores, enquanto, na parte da tarde, trabalhadores da enfermagem também deliberam sobre a possibilidade de deflagração de greve.

Segundo o presidente do Sinserpu, Francisco Carlos Silva, a mobilização em meio aos servidores municipais atinge sobretudo os trabalhadores concursados. “Os contratados, por lei, nós não podemos parar, porque o contratado pode sofrer retaliação. Mas muitos me confidenciaram que vão para o Centro, parar e participar da assembleia”, pondera.

Durante a quinta-feira (9), o sindicato esteve em reunião com a Prefeitura para prosseguir com a negociação. Durante a conversa – classificada pelo presidente da entidade como “tensa e desgastante” -, ficou acertado o envio da proposta do Executivo para esta sexta. Entretanto, independentemente da proposição do Município, a paralisação continua convocada. “Temos chances de marcar outra assembleia (após o recebimento da proposta”, afirma Silva.

O conteúdo continua após o anúncio

À Tribuna, o presidente do Sinserpu considerou que não há muita distância entre os termos até então apresentados pela PJF e a pretensão da categoria. O Executivo, de acordo com o líder sindical, tem apresentado melhorias no tíquete dos servidores. Já os servidores, por sua vez, pleiteiam reajuste contemplando aumento real nos vencimentos.

Paralisação da enfermagem

A sexta-feira também é marcada por uma nova manifestação dos profissionais da enfermagem. Ao longo dos últimos meses, a categoria tem realizado atos para cobrar o reajuste salarial seguindo o piso nacional. “O pessoal da enfermagem está bem mobilizado. Em alguns lugares existe o temor de retaliação. Mas temos o compromisso da Administração de não atrapalhar o movimento”, afirma o presidente do Sinserpu.

A Tribuna entrou em contato com a PJF questionando o impacto das manifestações nos serviços ofertados pelo Município. No entanto, até o momento, não houve resposta.

FONTE: TRIBUNA DE MINAS