O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou nessa segunda-feira (6) que o sentimento geral é votar reforma tributária até o fim de maio. Sem querer dar pistas sobre o conteúdo do parecer, o petista disse que o relatório se tornará público pelo relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) “no momento certo”.
“Haddad [ministro da Fazenda, Fernando Haddad] foi muito firme ao dizer que a votação da reforma tributária é prioridade do governo. Nas palavras de relator da matéria, os presidentes da Câmara [Arthur Lira – PP-AL] e do Senado [Rodrigo Pacheco- PSD-MG] decidiram dar celeridade na discussão e votação da matéria”, disse Guimarães a jornalistas.
“É nossa ideia votarmos até final de maio. Pelo menos, esse é o sentimento geral. O diálogo vai ocorrer com entes federados e com a sociedade, mas estamos vencendo aquela fase da descrença”, completou.
A declaração foi dada após reunião entre integrantes do governo, como o ministro da Fazenda, líderes e vice-líderes partidários e membros do grupo de trabalho da reforma tributária.
O líder do governo na Câmara evitou afirmar se o relatório de Ribeiro incluirá alguma abordagem sobre a desoneração da folha de pagamento e destacou que “o conteúdo do relatório será anunciado pelo relator no momento certo”.
“Ninguém pode andar rápido demais para não comer cru. Está muito coesa a ideia de votar o relatório até o final de maio”.
A jornalistas, o relator pontuou que trabalha com o calendário designado por Lira, que prevê que o grupo de trabalho entregue um relatório em até 90 dias. “Queremos consolidar isso, debater no seminário na segunda semana de maio, para consolidarmos o texto que será submetido ao plenário”, pontuou Ribeiro.
“Há um consenso de que é preciso mudar o sistema tributário do país. Acho que é o momento propício. Todos estamos convencidos de que uma reforma se faz no primeiro ano de governo e de preferência no primeiro semestre, e é isso que nos esforçaremos para fazer”.
O parlamentar do PP também evitou falar sobre o mérito da proposta e disse que a discussão sobre o conteúdo ocorrerá a partir de agora.
“Vamos largar agora na discussão de mérito para que possamos estreitar toda a discussão com o governo sobre o que deve estar no texto. Estamos partindo do que foi discutido até o ano passado nas duas Casas. Agora, com a participação efetiva do governo”, pontuou Ribeiro.
Ele acrescentou que o governo deve apresentar sugestões do que quer que esteja no texto. “É um diálogo constante, que já começou agora”.







