A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) corrigiu, no início da noite desta sexta-feira (14), o balanço da Defesa Civil sobre o período chuvoso no município. Anteriormente, a PJF havia informado que a cidade tinha registrado quase o dobro do volume de chuvas esperadas para os últimos seis meses. Entretanto, na errata, A Administração municipal informou que, entre outubro e março, choveu 25% acima do esperado. Em fevereiro, choveu mais que o dobro do esperado para o mês (136% acima do apontado pela média histórica).
O documento disponibilizado pelo órgão também indicou que janeiro de 2023 foi o mês mais chuvoso dos últimos 16 anos. Neste mesmo mês, choveu durante seis dias consecutivos, o que veio a ocasionar inundações nos bairros Santa Luzia, Industrial e Mariano Procópio. Já entre os meses de outubro de 2022 e março de 2023, foram registradas situações de ventos acima de 80km/h, inundações, alagamentos, enxurradas, chuvas de granizo, deslizamentos de terra, além de chuvas intensas em um curto período de tempo. O volume mais significativo foi registrado no distrito de Valadares no começo de fevereiro, quando em apenas uma hora choveu 110mm.
Os dados e a avaliação do trabalho desenvolvido entre os meses de outubro e março foram discutidos em reunião com integrantes do Plano de Contingência, ação que envolve diversos órgãos e secretarias da PJF com o intuito de planejar e orientar as ações necessárias para retomar a normalidade após eventos adversos.
Apesar das forte chuvas, de acordo com a Defesa Civil, não houve nenhuma vítima fatal ou pessoa desabrigada em função das chuvas, além disso, não foi necessário decretar estado de emergência. De acordo com a PJF, ao longo do ano, ações de limpeza dos córregos e das bocas de lobo do município também foram realizadas, visando à redução dos riscos de inundações e alagamentos. Além disso, árvores apontadas como de risco foram podadas de forma preventiva, o que reduz os riscos de queda. Durante todo o período chuvoso, aponta o balanço, foram 927 vistorias realizadas pela Defesa Civil, sendo que 35% foram preventivas. As vistorias de prevenção conseguem identificar cenários de risco e encaminhar para que sejam tomadas as medidas necessárias, evitando desastres.
Para o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Luis Fernando Martins, os trabalhos executados foram essenciais para a redução do risco de desastres. “Estamos em um cenário de mudanças climáticas, que nos apresenta grandes desafios e situações cada vez mais complexas durante o período chuvoso. Reflexo disso é que Juiz de Fora foi uma das poucas cidades da Zona da Mata de Minas Gerais que não precisou decretar estado de emergência. Isso reforça a importância do trabalho de prevenção realizado em todo o ano e das ações integradas, que permitem que o município responda com muito mais rapidez após uma situação de emergência”, destacou.







