Petrobras avança em estudos de eólicas offshore | Empresas

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A Petrobras iniciou nesta semana a instalação de dispositivos de medição eólica para avaliar áreas com potencial de desenvolvimento de parques offshore. Os dispositivos chamados LiDAR (Light detection and ranging, detecção e alcance por luz) ficarão em seis plataformas em águas rasas no litoral dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Espírito Sano e integram campanhas de medição que irão durar três anos. Os sensores serão alimentados por placas solares ou pelos sistemas próprios das plataformas.

“Estamos focados no que há de mais moderno em tecnologias para produção de energias e investimos em pesquisa e desenvolvimento, ligadas à transição energética justa e inclusiva, visando o futuro da companhia”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, em nota. “O mundo segue nessa direção e nosso propósito é abrir uma nova fronteira de energia limpa e renovável no Brasil, aproveitando a expressiva diversidade de fontes energéticas do nosso país.”

Segundo a Petrobras, todas as pesquisas, que são feitas desde 2013, geram dados e informações que apoiarão as decisões de negócio da empresa em relação às atividades de eólica offshore.

O sensor óptico LiDAR utiliza feixes de laser para medir a velocidade e direção do vento, de 30 a 200 metros de altura, gerando dados compatíveis ao ambiente de operação das turbinas eólicas, conforme a Petrobras. O primeiro equipamento foi instalado e está operando na plataforma fixa PAG-2 no Rio Grande do Norte.

O início das novas campanhas de medição se dá 10 anos após a validação da tecnologia na mesma plataforma. Outros cinco sensores serão instalados ao longo dos próximos 12 meses.

O diretor de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, explica que além de ser mais ágil, a instalação dos equipamentos em plataformas da companhia reduz custos: “A campanha de medição é a primeira etapa para o desenvolvimento de projetos de energia eólica e o uso de equipamentos instalados nas plataformas fixas traz maior agilidade e menores custos aos estudos que, nesse caso, dispensam a instalação de torres anemométricas ou boias”, diz em nota.

“Os dados obtidos a partir dessas medições permitirão definir o potencial para implantação de um parque eólico e, uma vez que ocorra um processo para outorga dos direitos sobre a área para geração de energia, o projeto de engenharia e escolha das tecnologias mais adequadas”, afirma Tolmasquim.

FONTE: GLOBO.COM