Fazem hoje a primeira fase da Fuvest 110.399 inscritos que concorrem a uma vaga na USP, a maior e mais renomada universidade do país, apontada ainda como a melhor da América Latina pelo ranking Times Higher Education (THE).
A prova acontece na sequência de dois domingos de Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio, que exigiu dos participantes a resolução de 180 questões ao todo.
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A Fuvest, contudo, tem suas características específicas. É mais difícil, mais bem escrita. A exigência vai além da interpretação de texto do candidato. São 90 testes de múltipla escolha neste domingo, mais a segunda etapa, com 22 questões dissertativas, que variam de acordo com o curso, e uma redação dissertativo-argumentativa. Veja detalhes abaixo:
Na segunda fase o bicho pega
Como é tradição na Fuvest, nem todo mundo passa para a aguardada segunda etapa, na qual o gargalo afunila. O número de candidatos convocados é quatro vezes maior do que a quantidade de vagas disponível para cada curso. A fundação também elimina automaticamente participantes que tiverem acertado menos de 27 questões, ou seja, 30% da prova.
Medicina continua sendo o curso mais concorrido para 2024, com mais de 117 candidatos por vaga para o campus da capital. Em Ribeirão Preto, são 86,6 candidatos, e, em Bauru, 78,2. Logo em seguida, aparecem psicologia, com 62,6 candidatos por vaga, e relações internacionais, com 51,7.
Vestibular bateu recorde de inclusão
Ainda é possível entrar na USP por meio do Enem-USP e do Provão Paulista, que realiza seu primeiro processo seletivo neste ano. O vestibular do ano passado foi considerado o mais inclusivo da história, com 54,1% de ingressantes provenientes de escolas públicas.
As cotas vinham sendo adotadas de forma escalonada desde o processo seletivo de 2018, com a intenção de atingir 50% das vagas destinadas a esses candidatos.
Sobre essa reserva de vagas para escolas públicas também incide o porcentual de 37,5% de cotas para estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas, índice equivalente à proporção desses grupos no estado de São Paulo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A universidade tem, contudo, o desafio de ampliar as políticas de permanência estudantil, uma das reivindicações de alunos e professores na greve que ocorreu neste ano.
Mudanças na Fuvest
Um documento interno produzido pela Fuvest em maio mostrou que a mais importante instituição de ensino superior do país pretende fazer mudanças significativas no exame, tornando-o ainda mais interdisciplinar e conectado com a modernidade.
Com o título “Propostas para Alterações do Vestibular de Ingresso na Universidade de São Paulo”, o projeto sugere modificações tanto na estrutura da prova quanto no conteúdo, e as medidas podem começar a valer já a partir do ano que vem.
O número de questões que envolvem mais de uma disciplina aumentaria (o que poderia deixar a prova mais curta), a redação passaria a considerar outros gêneros além da dissertação, seriam incluídos livros de não ficção entre as obras obrigatórias e haveria uma reestruturação no preenchimento das vagas dos cursos menos concorridos e com menor nota de corte.
VEJA AQUI: Dicas do cursinho Aprova Total para a primeira fase da Fuvest 2024







