O finlandês Aki Kaurismäki demonstra certo descaso pelo país onde nasceu – muitas vezes em tom de piada, principalmente na presença de estrangeiros. “Ninguém no seu juízo perfeito vai à Finlândia. Se for, fique duas noites no máximo”, afirma o cineasta de 66 anos, baseado há mais de 30 em Portugal, onde passa pelo menos metade do ano para fugir do longo e escuro inverno de sua terra natal. “Nada é muito romântico na Finlândia”, completa ele, no estilo habitual, curto e grosso.







