A sala do piano tinha, além do piano modelo armário, uma mesa de jantar, uma estante e uma vitrola. Podia ser também a sala dos livros, mas o piano se impôs. O pé direto era alto e o piso de tábua corrida, oco, porque embaixo havia um porão. As janelas amplas com postigos de madeira davam para a rua, o que tornava o ambiente barulhento. Mas era lá que eu passava parte do tempo explorando aquela imensa estante, com livros de encadernação vermelha e capa dura. Havia contos de fada e a enciclopédia Barsa. Li todos. Os contos de fada. Não os da Barsa. Não sei quantos volumes eram.







