Os ativos brasileiros passaram a exibir piora na manhã desta sexta-feira em horário próximo da abertura dos mercados americanos. A bolsa abandonou a alta que apresentou mais cedo, enquanto o dólar passou a avançar com consistência, tornando o real a moeda com o segundo pior desempenho da sessão, só acima do rand sul-africano. Já os juros futuros foram às máximas.
Perto das 11h45, o dólar à vista era negociado em alta de 0,73%, a R$ 4,9893, depois de ter tocado a máxima de R$ 4,9918. No exterior, o índice DXY exibia queda de 0,08%, aos 103,871 pontos.
No caso do dólar, o operador de câmbio de uma grande instituição financeira menciona o relato que circula no mercado de que um grande banco teria comprado opções de compra (call) de dólar/real com strike de R$ 5,00. “[O relato é que o banco teria] comprado agora e o mercado ficou short [vendido] e com medo do banco saber de algo. Isso acaba sendo uma profecia autorrealizável.”
Após começar a sessão em leve alta, o Ibovespa passou a recuar – o índice caía 0,38%, aos 129.749 pontos, perdendo o patamar de 130 mil pontos alcançado anteontem. Nem o avanço firme da ação mais pesada do índice, Vale ON (+1,79%), era suficiente para levar a bolsa ao campo positivo. As perdas da Petrobras e de papéis mais sensíveis aos juros causavam pressão negativa.
Também no horário acima, os juros futuros rondavam as máximas do dia. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 passava de 10,005% do ajuste anterior para 10,015%; a do DI para janeiro de 2026 subia de 9,835% para 9,86%; a do DI para janeiro de 2027 avançava de 10,005% para 10,04%; e a do DI para janeiro de 2029 saltava de 10,435% para 10,465%.
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