Filipe Luís brinca com água, vê ‘máquina na mão’ e fala sobre Gabigol

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Alex Sandro comemora gol em Flamengo x Corinthians, jogo da Copa do Brasil Imagem: éRICA MARTIN/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Alex Sandro. “É um jogador extraordinário. Ele atuou por time grande, jogou Copa do Mundo, dispensa apresentações… Pode ser que, em algum momento, ele seja questionado, mas ele faz o time ser mais completo. Foi difícil escolher entre ele e o Ayrton Lucas, eu adoro o Ayrton, foi um cara que vi crescer e que me botou no banco. Ele vai ter os minutos dele. O Alex Sandro tem a idade que eu tinha quando cheguei aqui. Ele não vai conseguir jogar todos os jogos. Eu preciso do Ayrton e ele tem muita margem de evolução: ele já chegou na seleção e pode se manter. Tenho três laterais que é só pegar, fechar o olho e colocar no campo porque sei que vai solucionar meu problema. É a máquina que tenho na mão.

Ritmo menor no 2° tempo. “Depois das trocas e dos ajustes táticos que o Corinthians fez, foi mais complicado porque eles mudaram o sistema e foram para um 5-2-1-2, e não é a mesma coisa pressionar assim. Os jogadores são anárquicos e se mexem muito pelo campo. É difícil ter uma referência de quem vai pressionar. Com as trocas e sem poder ter treinado uma pressão, claro que desajusta, é natural. A gente tentou ajustar e até o minuto 25 foi bem. Depois, realmente o time caiu, mas mesmo assim controlou bem. A linha de quatro fez um jogo fantástico e não tomamos gol. Tem que saber sofrer, não existe time que ataque 90 minutos.”

Léo Ortiz e Fabrício Bruno. É o mesmo do Alex Sandro e do Ayrton. O Fabrício e o Léo também são assim, são dois jogadores fantásticos. São seguros e não tem erro, foi uma opção tática e seguindo nosso plano de jogo. Encaixava melhor o Léo neste jogo. No outro jogo vai ser o Fabrício, depois o Davi… costumo fazer estes ajustes dependendo muito do adversário. O Fabrício é um dos capitães, eu adoro ele, sei o quão difícil é ficar fora, mas ele é importantíssimo e será até o final.”

Questão física. “É importante porque os problemas físicos podem existir, e o que peço aos jogadores não é fácil. Pressionar os 90 minutos não é fácil, mas quero tentar porque sei que dá, eu já fiz isso. Vão existir problemas físicos, sei o que risco que vou correr porque existe uma mudança de metodologia e treinamentos. É um risco que quero correr, da mesma forma que pressionar é um risco. O mais fácil é ficar em bloco baixo, você corre menos risco. Sei o risco que corro ao pressionar e na parte física. Os jogadores que estão fora, quando houver problema físico, são tão bons quanto os que estão jogando. Eu não reclamo, é um privilégio estar vivo na Copa do Brasil e ter um Brasileirão para jogar.”

Convite e mudança rápida. “Dormi no domingo tranquilamente, a gente tinha um jogo contra o Porto Vitória no sub-20, o time, aliás, ganhou. Acordei de manhã com uma ligação do Marcos Braz com o convite. A partir disso aí, não parei mais. Fui para o CT e, praticamente, vivi ali. São muitas decisões a tomar e, por sorte, tenho uma comissão fantástica, de pessoas únicas que me ajudaram demais. Com certeza, isso não é só o Filipe Luis. Eles conseguiram dar uma informação clara para os jogadores nestes dois dias. Sonhei bastante com o Flamengo e esqueci de almoçar um dia. Quando a gente é apaixonado pelo que faz, não é trabalhar, é prazer.”

FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS