Alex Sandro. “É um jogador extraordinário. Ele atuou por time grande, jogou Copa do Mundo, dispensa apresentações… Pode ser que, em algum momento, ele seja questionado, mas ele faz o time ser mais completo. Foi difícil escolher entre ele e o Ayrton Lucas, eu adoro o Ayrton, foi um cara que vi crescer e que me botou no banco. Ele vai ter os minutos dele. O Alex Sandro tem a idade que eu tinha quando cheguei aqui. Ele não vai conseguir jogar todos os jogos. Eu preciso do Ayrton e ele tem muita margem de evolução: ele já chegou na seleção e pode se manter. Tenho três laterais que é só pegar, fechar o olho e colocar no campo porque sei que vai solucionar meu problema. É a máquina que tenho na mão.
Ritmo menor no 2° tempo. “Depois das trocas e dos ajustes táticos que o Corinthians fez, foi mais complicado porque eles mudaram o sistema e foram para um 5-2-1-2, e não é a mesma coisa pressionar assim. Os jogadores são anárquicos e se mexem muito pelo campo. É difícil ter uma referência de quem vai pressionar. Com as trocas e sem poder ter treinado uma pressão, claro que desajusta, é natural. A gente tentou ajustar e até o minuto 25 foi bem. Depois, realmente o time caiu, mas mesmo assim controlou bem. A linha de quatro fez um jogo fantástico e não tomamos gol. Tem que saber sofrer, não existe time que ataque 90 minutos.”
Léo Ortiz e Fabrício Bruno. É o mesmo do Alex Sandro e do Ayrton. O Fabrício e o Léo também são assim, são dois jogadores fantásticos. São seguros e não tem erro, foi uma opção tática e seguindo nosso plano de jogo. Encaixava melhor o Léo neste jogo. No outro jogo vai ser o Fabrício, depois o Davi… costumo fazer estes ajustes dependendo muito do adversário. O Fabrício é um dos capitães, eu adoro ele, sei o quão difícil é ficar fora, mas ele é importantíssimo e será até o final.”
Questão física. “É importante porque os problemas físicos podem existir, e o que peço aos jogadores não é fácil. Pressionar os 90 minutos não é fácil, mas quero tentar porque sei que dá, eu já fiz isso. Vão existir problemas físicos, sei o que risco que vou correr porque existe uma mudança de metodologia e treinamentos. É um risco que quero correr, da mesma forma que pressionar é um risco. O mais fácil é ficar em bloco baixo, você corre menos risco. Sei o risco que corro ao pressionar e na parte física. Os jogadores que estão fora, quando houver problema físico, são tão bons quanto os que estão jogando. Eu não reclamo, é um privilégio estar vivo na Copa do Brasil e ter um Brasileirão para jogar.”
Convite e mudança rápida. “Dormi no domingo tranquilamente, a gente tinha um jogo contra o Porto Vitória no sub-20, o time, aliás, ganhou. Acordei de manhã com uma ligação do Marcos Braz com o convite. A partir disso aí, não parei mais. Fui para o CT e, praticamente, vivi ali. São muitas decisões a tomar e, por sorte, tenho uma comissão fantástica, de pessoas únicas que me ajudaram demais. Com certeza, isso não é só o Filipe Luis. Eles conseguiram dar uma informação clara para os jogadores nestes dois dias. Sonhei bastante com o Flamengo e esqueci de almoçar um dia. Quando a gente é apaixonado pelo que faz, não é trabalhar, é prazer.”







