Cinco anos após a explosão mortal em Beirute, a investigação quase não avançou –

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Já se passaram cinco anos desde a explosão devastadora no porto de Beirute, em 4 de agosto de 2020, quando 2.750 toneladas de nitrato de amônio explodiram como consequência de um incêndio. 200 pessoas perderam a vida, milhares ficaram feridas e grande parte da cidade foi destruída, em uma das maiores explosões não nucleares já registradas.

Todos os anos, desde a tragédia, as vítimas da explosão se reúnem para protestar contra a falta de responsabilização: uma investigação foi iniciada, mas encontrou muitos obstáculos, com promotores sendo removidos, políticos se recusando a responder a perguntas sobre sua imunidade parlamentar. O juiz encarregado em 2021 de liderar a investigação, Tarek Bitar, passou dois anos “frustrado pelas autoridades libanesas”, segundo a Human Rights Watch.

Este ano, no entanto, as coisas parecem um pouco diferentes, de acordo com pessoas entrevistadas pela Al Jazeera, já que um novo presidente e primeiro-ministro foram eleitos no início de 2025, Joseph Aoun e Nawaf Salam, respectivamente, que se comprometeram a fazer justiça às vítimas. E pela primeira vez em cinco anos, “há uma sensação de que o ímpeto está crescendo”, relataram.

A responsabilização seria o primeiro passo para os libaneses no Líbano e na diáspora recuperarem a confiança, e sem confiança, o Líbano não será capaz de se recuperar“, disse Bitar, que acha que “eles precisam enviar um sinal à opinião pública libanesa de que alguns dos responsáveis, mesmo que estejam em altos cargos, serão responsabilizados“.

Cinco anos após a explosão mortal em Beirute, a investigação quase não avançou
LayalJebran / Shutterstock



FONTE: Gamer Eactor ga