Ovos de diferentes aves ao redor do mundo e seus tamanhos, cores e curiosidades; veja fotos | CNN Brasil

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Animais ovíparos são todos aqueles cujos embriões se desenvolvem no ambiente externo, como répteis, anfíbios, peixes e alguns insetos. No entanto, o grupo mais famoso dessa categoria são as aves, frequentemente associadas a ovos devido à rotina alimentar global da população.

Seus ovos apresentam uma extraordinária diversidade em tamanhos, formatos, cores e texturas, chamando a atenção do público. Esta variedade é resultado de adaptações evolutivas essenciais para a sobrevivência das espécies.

Camuflagem contra predadores, regulação térmica, reconhecimento visual, habitat natural, comportamento reprodutivo são alguns dos tópicos que tiveram influência nesses desenvolvimentos. A coloração, por exemplo, diferencia a espécie da ave.

 

Do minúsculo ovo do beija-flor ao gigantesco ovo do avestruz, cada casca reflete uma biologia única. Confira algumas características:

  • Codorna: pequenos e delicados, são conhecidos pelas cascas manchadas. Apesar do tamanho reduzido, são nutritivos e muito consumidos em diversas receitas.
  • Pata: com gema mais rica e sabor marcante, os ovos possuem casca espessa, o que aumenta a durabilidade. Na China , é comum o consumo de ovos de pata. São cozidos e mantidos enterrados por vários dias numa mistura de sal, chá verde, cinzas e argila.
  • Gaivota: geralmente manchados, com tons que variam entre verde, marrom e cinza. A coloração ajuda na camuflagem e são adaptados a locais abertos e próximos ao mar. Na Inglaterra, seu consumo é popular.
  • Avestruz: gigantes, podem pesar mais de 1 kg e equivaler a dezenas de ovos comuns. A casca é extremamente dura e resistente. Entre cerca de 1500 a.C. e 300 a.C., os fenícios usavam esses ovos não só como alimento, mas também como objetos decorativos e simbólicos.
  • Ema: semelhantes aos de avestruz, mas um pouco menores, com casca espessa e clara. São encontrados principalmente em criações específicas e impressionam pelo tamanho e resistência.
  • Gansa: grandes e de casca branca ou levemente amarelada, são mais robustos que os comuns. Têm sabor intenso e são usados em algumas culinárias tradicionais, se destacam pelo valor nutricional.
  • Perua: com casca mais resistente, são nutritivos e valorizados em criações. A produção costuma ser menor, o que limita sua presença no mercado.
  • Pavoa: coloração clara e tamanho médio, com casca relativamente resistente. São menos comuns, já que a espécie é mais valorizada pela beleza das penas.
  • Seriema: discretos e geralmente postos diretamente no solo ou em ninhos simples. A coloração tende ao bege com manchas suaves. São pouco conhecidos, mas curiosos dentro da diversidade das aves brasileiras.
  • Beija-flor: são os menores ovos de aves do mundo, possuindo uma média de menos de 1 centímetro de comprimento e pesando menos de 1 grama.

Histórico alimentar

Indícios apontam que as aves domésticas passaram a ser consumidas por humanos no sul da China, Tailândia e Mianmar por volta de 7500 a.C., como uma opção de animais dóceis que rendessem bastante carne. Já o consumo de ovos  data de civilizações da Mesopotâmia e o Egito, há milhares de anos. Os egípcios tinham preferência por ovos de ganso, codorna e pato, com registros de receitas datadas cerca de 2 mil anos antes de Cristo.

Curiosamente, a casca não altera o valor nutricional e o tamanho dos ovos não interfere na quantidade de proteína fornecida. A indicação é regulada na idade dos animais – ovos de aves jovens tem uma carga menor se comparada com os dos mais velhos.

FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS