Prefeitura adia contratação de professores para EJA

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A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) manteve a decisão de contratar professores para atender primeiro a educação básica do primeiro ao nono ano, e só depois preencher as vagas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), diferente do que é reivindicado pelo Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF). A entidade de classe alega que o processo é injusto com os candidatos mais bem pontuados na seleção de professores temporários, cujas convocações começaram no dia 4 de janeiro. Na visão do sindicato, os docentes deveriam poder, por ordem de classificação, escolher o turno e o local de trabalho.

A PJF contratou, até o momento, 1.945 profissionais para a rede municipal de ensino. Desse total, 96 docentes serão dirigidos para a EJA. Esses profissionais somam-se aos 86 professores efetivos da modalidade, segundo informou a Prefeitura.

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Na última semana, o Sinpro havia protocolado documento junto à Secretaria Municipal de Educação solicitando que fossem divulgadas todas as vagas para professores do ensino fundamental concomitantemente à divulgação para EJA. Todavia a PJF reafirmou a decisão já tomada pela Secretaria sob a prerrogativa de poder discricionário.

Em nota, o Sinpro-JF disse que repudia a decisão e a ausência de negociação com a Prefeitura. “Deturpa o sentido de uma lista ordenada com critérios para ocupar os cargos temporários do Magistério – conquista da luta da categoria”, afirma o sindicato em comunicado divulgado nas redes sociais.

Também em nota enviada à Tribuna, a Prefeitura reiterou que, neste momento, prioriza a contratação dos professores da educação básica regular, da educação infantil ao nono ano. “Após esse atendimento, serão iniciadas as contratações para a Educação de Jovens e Adultos (EJA).”

FONTE: TRIBUNA DE MINAS