Os gastos e investimentos dos bancos brasileiros em tecnologia somaram R$ 36 bilhões em 2022, alta de 18% sobre o volume do ano anterior, informa a 34ª Pesquisa do Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas elaborada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGVcia) divulgada nesta quinta-feira (27).
O levantamento considera 198 bancos de médio e grande portes, bem como dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em 2024, a FGVcia estima que o montante investido pelos bancos em TI alcance R$ 43 bilhões.
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Mais da metade (63%) da verba direcionada pelos bancos à área de TI envolveu despesas e os 37% restantes representaram investimentos, no ano passado.
O levantamento foi realizado com 2.660 empresas de médio e grande portes, que atuam nos setores de serviços (51%), indústria (38%) e comércio (11%).
Em serviços, cuja média de investimentos em tecnologia foi de 13% da receita em 2022, os bancos se destacaram dedicando 19% da receita à área de tecnologia, ante 17,9% em 2021, mais do que o dobro do percentual médio da pesquisa.
No setor de comércio, onde 4,3% da receita é direcionada à tecnologia, o varejo investiu 4,1% da receita na área, no ano passado, 5% acima da média registrada em 2021.
Na indústria, cuja média dedicada à TI foi de 5,1% da receita anual em 2022, empresas da área química e petroquímica dedicaram 4,8% da receita à tecnologia, enquanto a verba de TI de empresas de alimentos e do agronegócio representou 4,9% da receita, no ano passado.
Os gastos em TI sobre a receita compreendem todos os investimentos, despesas e verbas alocados em tecnologia no ano, incluindo equipamentos, instalações, suprimentos, software, serviços, comunicações, bem como custos com profissionais próprios e terceirizados, esclarece a pesquisa.
O estudo também calcula o Custo Anual de Tecnologia da Informação por Usuário (Capu), que representa os gastos e investimentos anuais das empresas em TI divididos pelo número de funcionários.
Em 2022, o custo médio de TI por usuário foi de R$ 52 mil, alta de 4% sobre a média de R$ 50 mil em 2021, mas há uma variação considerável por segmento empresarial. Nos bancos, o Capu somou R$ 138 mil em 2022, 7% acima do custo em 2021, e em serviços, o Capu de R$ 58 mil aumentou 16% no mesmo período.







