Prédios da antiga Universidade Gama Filho, no Rio, são implodidos | Brasil

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Os prédios da antiga Universidade Gama Filho, localizados no subúrbio carioca Piedade, foram implodidos na manhã deste domingo (5), informou a prefeitura do Rio de Janeiro. A prefeitura desapropriou o local em 2022 para a implantação do Parque Piedade.

O Parque Piedade, área de lazer de 18 mil metros quadrados (m²), será estruturado em parceria com a Fecomércio-RJ. No local será construída uma unidade do Senac, voltada para educação e prática de esportes. A previsão é de investimentos de R$ 58 milhões e duração de 15 meses para as obras.

A Universidade Gama Filho era uma das principais instituições de ensino de medicina do país e fechou as portas em 2014, após sua controladora, a Galileo Educacional, enfrentar dificuldades financeiras e pedir recuperação judicial.

Naquele ano, o Ministério da Educação (MEC) descredenciou a Universidade Gama Filho e autorizou a transferência de 9,5 mil alunos para outras instituições de ensino. Em 2016, a Justiça do Rio decretou a falência da Galileo.

Em 2010, após coordenar o curso de direito e prestar serviços para a escola, o advogado Marcio André Mendes Costa, negociou com a família Gama Filho a transferência da universidade para sua empresa, a Galileo. Com a ajuda do Banco Mercantil, Costa fez um empréstimo e montou uma emissão de debêntures de R$ 100 milhões.

Os papéis foram vendidos a fundos de pensão, como Postalis e Petros. Parte do dinheiro foi usada para pôr outra instituição carioca, a UniverCidade, também endividada, no portfólio da Galileo. Os recursos foram disponibilizados quando a entidade já apresentava problemas financeiros.

Costa não teve sucesso no projeto. Fechou dois campi, no centro e na zona norte do Rio. E convênios com hospitais para o curso de medicina foram suspensos.

Em 2016, operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) buscou apurar possível desvio de recursos dos fundos de pensão Petros e Postalis na aquisição de debêntures do Grupo Galileo.

FONTE: GLOBO.COM