O bitcoin (BTC) e o ether (ETH) acumularam perdas de 4,8% e 3,5% respectivamente em sete dias. No radar, a próxima semana promete ser de continuidade de atenção aos volumes dos fundos negociados em bolsa (ETFs) à vista de bitcoin que estão sendo negociados nas bolsas americanas e também de um foco maior no ambiente macroeconômico, com a divulgação de importantes indicadores da economia dos Estados Unidos.
Perto das 18h05 (horário de Brasília) o bitcoin sobe 2% em 24 horas, cotado a US$ 41.613 e o ether, moeda digital da rede Ethereum, tem alta de 1,4% a US$ 2.479, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 1,72 trilhão. Em reais, o bitcoin registra valorização de 1,9% a R$ 207.340, enquanto o ether avança 1,21% a R$ 12.326, de acordo com valores fornecidos pelo MB.
Entre as altcoins (as criptomoedas que não são o bitcoin), o BNB, token da Binance Smart Chain, sobe 1,2% a US$ 312,62 e a solana (SOL) recua 0,6% a US$ 93,19.
Segundo Bernardo Bonjean, fundador da Metrix, a atividade na rede do bitcoin, medida pelo total de transações, arrefeceu para o menor nível desde outubro, conforme o foco dos investidores ficou com os ETFs à vista de bitcoin negociados nas bolsas americanas.
Rony Szuster, analista do MB, destaca que os ETFs completaram pouco mais de uma semana de operação, e o principal destaque é o desempenho negativo do GBTC, o trust de US$ 28 bilhões convertido em ETF da Grayscale. “Por ter agora uma liquidez maior e também uma taxa de administração mais alta que a de outros players do mercado, estamos vendo uma saída bem forte de volume”, afirma.
Também no radar, a atualização Dencun do Ethereum foi parcialmente bem sucedida na rede Goerli, apesar de um problema com validadores que não atualizaram seus softwares. Foi mantida a data de atualização na testnet Sepolia para 31 de janeiro.
Bonjean comenta que, com a atualização, as redes de segunda camada do Ethereum terão uma redução de 85% em seus custos para registrar transações na primeira camada do blockchain. “Essa atualização deverá beneficiar principalmente os principais protocolos de Layer 2, como Arbitrum (ARB), Optimism (OP) e Polygon (MATIC), mas também deve se refletir nos protocolos construídos em cima dessas redes”, afirma.
A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) adiou sua decisão sobre a aprovação de um ETF de ether à vista proposto pela Fidelity até 5 de março.
Entre as altcoins, o relatório Binance Bytes ressalta que a pré-venda do próximo smartphone da rede Solana, o Saga, já começou, com mais de 30 mil pré-encomendas, apesar do celular só ficar disponível no início de 2025. O Saga anterior acabou fazendo sucesso durante a retomada dos preços do token SOL graças às promoções de airdrops feitas para quem possuísse o smartphone.
No noticiário macroeconômico, a semana que vem será marcada pela divulgação na quinta-feira (25) da primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no quarto trimestre e do indicador de inflação Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) relativo a dezembro na sexta (26). Ambos os dados saem às 10h30.
Os indicadores são importantes, pois os investidores querem saber quando o Federal Reserve começará seu ciclo de corte de juros nos EUA. Portanto, se a atividade econômica vier mais fraca do que o esperado e a inflação dentro das expectativas ou abaixo delas, serão sinais muito bem vistos, com impactos positivos para os preços de ativos de renda variável como as criptomoedas. Se ocorrer o contrário, é provável que as cotações dos ativos de risco respondam negativamente.
Szuster lembra que a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) é no dia 31 de janeiro, e as expectativas são de manutenção dos juros no patamar atual de 5,25% a 5,5% ao ano. “Este ano, teremos eleições nos EUA em novembro e seis reuniões do Fomc até lá”, lembra.
A expectativa por uma redução das taxas de juros nos EUA – reduzindo a pressão sobre a economia e estimulando a tomada de risco por investidores e empreendedores – é um dos fatores que leva boa parte dos analistas a terem projeções positivas para o bitcoin este ano. Grande parte do mercado espera que a maior das criptomoedas supere sua máxima histórica de 2021, aos US$ 69 mil por unidade.







