A saúde do organismo inclui o modo como se lida com as emoções. Você sabe a relação entre a saúde mental e a alimentação? Veja mais detalhes sobre o tema e reveja alguns hábitos com nutricionistas
Ao se pensar em saúde, boa parte dos indivíduos imagina exercícios físicos, exames e consultas médicas. Contudo, a saúde não se trata apenas dos orgânicos e físicos, mas também de fatores emocionais (muitos dos quais, inclusive, não são percebidos por exames).
Por isso, é tão popular a ideia de que “somos o que comemos”, já que o que se come impacta a saúde como um todo. Um hábito comum é comer doces quando se notam emoções como irritação ou tristeza. Por isso, antes de preparar um pão de queijo gostoso e manter uma dieta diversificada, veja a relação entre elas!
Alimentação e cérebro
Uma dieta saudável deve incluir o bom funcionamento cerebral. Isso faz com que seja fundamental buscar alimentos que façam bem para esse órgão, o que inclui peixes variados, oleaginosas e frutas secas.
Esses alimentos são importantes, pois protegem o cérebro contra o estresse oxidativo. Nesse processo, radicais livres contribuem para a degeneração de neurônios, o que é fator relevante para o desenvolvimento de doenças como Parkinson e Alzheimer.
Nutrientes importantes para o cérebro
Alimentos como salmão, sardinha, atum, linhaça, chia, amêndoas e nozes são ótimas fontes de ômega 3 — gordura saudável fundamental para construir células nervosas e cerebrais. O Ômega-3 também fortalece a memória e torna o aprendizado mais fácil.
Outro grupo de alimentos saudáveis para o cérebro são aqueles ricos em vitaminas do complexo B. Esse nutriente está disponível em peixes, ovos, carne suína e bovina, brócolis, cereais integrais, feijão, vegetais verdes, amêndoas, entre outros.
A vitamina B12 também é essencial, pois forma e mantém células do sistema nervoso. Esse nutriente pode ser encontrado em ovo cozido, laticínios e diferentes tipos de carne (desde salmão e sardinha até mariscos e fígado de boi e de frango).
Por fim, alimentos com antioxidantes são igualmente importantes na manutenção da saúde mental, visto que protegem as células cerebrais de inflamação oxidativa. Alguns alimentos ricos em diferentes tipos de antioxidantes são abóbora, cenoura, mamão e tomate, etc.
Dieta pobres
Dietas pobres são consideradas ricas em frituras, doces e alimentos ultraprocessados. Diferentes estudos científicos têm apontado evidências crescentes sobre esse tipo de dieta e a piora de transtornos de humor, como depressão e ansiedade. Uma pesquisa publicada em 2020 no periódico European Neuropsychopharmacology relaciona a deficiência da vitamina B12 e os sintomas como falta de memória e fadiga.
Faltam estudos que comprovem a longo prazo a correlação entre alimentos como causa de transtornos mentais. A depressão é uma das poucas condições para as quais já existem estudos científicos que apontam que dietas ricas em gorduras saturadas e açúcar podem liberar substâncias que provocam um estado de inflamação constante no organismo. E isso se relaciona ao surgimento de problemas como a depressão.
Hábitos saudáveis
Muita gente acredita que se alimentar bem é cortar totalmente (ou quase) nutrientes como carboidratos e gorduras. Porém, dietas restritivas não costumam ter resultado a longo prazo e prejudicam a saúde emocional.
Além disso, é preciso manter o acompanhamento com nutricionistas para que ele avalie as suas condições e necessidades de saúde, além da sua rotina, para propor dietas capazes de conciliar tudo isso.
Uma boa dieta também é diversificada em nutrientes e não bane totalmente nenhum tipo (carboidrato, proteína, vitaminas e até mesmo gorduras). Por fim, vale ressaltar que uma alimentação saudável não substitui tratamentos para saúde mental como a psicoterapia — o melhor é que ambos venham juntas.
FONTE: GEAR SEO







