Documentário que discute mudanças na vida noturna em Juiz de Fora estreia nesta terça

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Documentário é resultado de trabalho de conclusão de curso e partiu de uma inquietação particular (Foto: Divulgação)

O documentário “A morte lenta das madrugadas urbanas”, que explora as transformações da vida noturna em Juiz de Fora, estreia nesta terça-feira (9) no Cinema Alameda, às 19h. Com direção de Luiza Horta e produção de Daniel Campos e Isabella Luiza Silva, o curta explora as mudanças de hábitos da geração Z e a perda de espaços de socialização, e integra a programação cultural da Funalfa em comemoração aos 176 anos de Juiz de Fora.

“A gente não quis comprovar nada com esse documentário, mas levantar a reflexão: será que estamos mudando? E será que a morte das madrugadas é um processo gradual mesmo, que foi motivado por algo?”, explica a diretora sobre o que a levou a investigar o tema.

Resultado do trabalho de conclusão de curso de Luiza, o curta é baseado em textos de Daniela Kleiman, pesquisadora e futurista que estuda transformações e novas tendências de comportamento. O próprio nome do documentário, “A morte lenta das madrugadas urbanas”, vem de um texto da autora.

‘Será que estamos mudando?’

A inquietação acerca da mudança de hábitos da geração Z já estava com Luiza e, durante o período em que pesquisava sobre o assunto, casas noturnas como Bar da Fábrica, Beco, Danke Club, Avalon Music tiveram suas atividades encerradas, o que a motivou ainda mais a pesquisar o assunto.

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Local onde eram realizadas as festas do Beco (Foto: Divulgação)

“O documentário tem um recorte específico de Juiz de Fora, mas esse fenômeno é mundial. A gente traz dados de casas noturnas fechando ao redor do mundo, além da mudança de perfil da geração Z: hoje a cultura wellness – do bem estar – e a vida fitness predominam.”

Segundo dados do DataFolha, 54% dos jovens não frequentam casas noturnas ou vão a elas menos de uma vez por ano. Já uma pesquisa realizada pela Cheers em parceria com o Janela Bar revela que 77% dos brasileiros entre 18 e 26 anos bebem álcool ao menos duas vezes por mês – o que revela como o consumo também tem assumido novos contextos.

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Processo de pré-produção durou, ao todo, quatro meses (Foto: Divulgação)

E é exatamente esse um dos pontos abordados no documentário, que reuniu entrevistas com membros da geração Z, especialistas e produtores culturais da cidade: as madrugadas estão mudando e dando espaço para algo novo.

“Abordamos também o fenômeno das festas diurnas, que tem ganhado força. Em Juiz de Fora, temos o exemplo da Súbita, festa de música eletrônica que acontece em espaços públicos”, explica Luiza.

Além disso, outro ponto abordado é a influência da pandemia e a inserção de novas formas de tecnologia durante os anos de adolescência da geração Z. “Será que preferimos o on-line por isso, do que sair e ver pessoas diferentes? Será que estamos mudando?”, questiona a diretora.

A participação do poder público também é um dos pontos abordados no curta, com a discussão de como a burocracia para licitação de eventos e casas noturnas em Juiz de Fora também afeta a oferta de espaços de convivência na cidade. Entretanto, Luiza destaca que a Funalfa tem permitido abertura para o tema, além da facilitação para o diálogo entre iniciativas culturais e prefeitura.

A estreia do documentário acontece às 19h, de forma gratuita, e conta com uma sessão de bate papo com a equipe de produção. “É muito gratificante poder ter esse espaço de exibição na cidade, é importante ter esse tipo de visibilidade”, acredita Luiza, que terá sua primeira experiência exibindo um material produzido por ela.

  • LEIA MAIS sobre Cultura aqui

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy 

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Documentário é resultado de trabalho de conclusão de curso e partiu de uma inquietação particular (Foto: Divulgação)

O documentário “A morte lenta das madrugadas urbanas”, que explora as transformações da vida noturna em Juiz de Fora, estreia nesta terça-feira (9) no Cinema Alameda, às 19h. Com direção de Luiza Horta e produção de Daniel Campos e Isabella Luiza Silva, o curta explora as mudanças de hábitos da geração Z e a perda de espaços de socialização, e integra a programação cultural da Funalfa em comemoração aos 176 anos de Juiz de Fora.

“A gente não quis comprovar nada com esse documentário, mas levantar a reflexão: será que estamos mudando? E será que a morte das madrugadas é um processo gradual mesmo, que foi motivado por algo?”, explica a diretora sobre o que a levou a investigar o tema.

Resultado do trabalho de conclusão de curso de Luiza, o curta é baseado em textos de Daniela Kleiman, pesquisadora e futurista que estuda transformações e novas tendências de comportamento. O próprio nome do documentário, “A morte lenta das madrugadas urbanas”, vem de um texto da autora.

‘Será que estamos mudando?’

A inquietação acerca da mudança de hábitos da geração Z já estava com Luiza e, durante o período em que pesquisava sobre o assunto, casas noturnas como Bar da Fábrica, Beco, Danke Club, Avalon Music tiveram suas atividades encerradas, o que a motivou ainda mais a pesquisar o assunto.

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Local onde eram realizadas as festas do Beco (Foto: Divulgação)

“O documentário tem um recorte específico de Juiz de Fora, mas esse fenômeno é mundial. A gente traz dados de casas noturnas fechando ao redor do mundo, além da mudança de perfil da geração Z: hoje a cultura wellness – do bem estar – e a vida fitness predominam.”

Segundo dados do DataFolha, 54% dos jovens não frequentam casas noturnas ou vão a elas menos de uma vez por ano. Já uma pesquisa realizada pela Cheers em parceria com o Janela Bar revela que 77% dos brasileiros entre 18 e 26 anos bebem álcool ao menos duas vezes por mês – o que revela como o consumo também tem assumido novos contextos.

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Processo de pré-produção durou, ao todo, quatro meses (Foto: Divulgação)

E é exatamente esse um dos pontos abordados no documentário, que reuniu entrevistas com membros da geração Z, especialistas e produtores culturais da cidade: as madrugadas estão mudando e dando espaço para algo novo.

“Abordamos também o fenômeno das festas diurnas, que tem ganhado força. Em Juiz de Fora, temos o exemplo da Súbita, festa de música eletrônica que acontece em espaços públicos”, explica Luiza.

Além disso, outro ponto abordado é a influência da pandemia e a inserção de novas formas de tecnologia durante os anos de adolescência da geração Z. “Será que preferimos o on-line por isso, do que sair e ver pessoas diferentes? Será que estamos mudando?”, questiona a diretora.

A participação do poder público também é um dos pontos abordados no curta, com a discussão de como a burocracia para licitação de eventos e casas noturnas em Juiz de Fora também afeta a oferta de espaços de convivência na cidade. Entretanto, Luiza destaca que a Funalfa tem permitido abertura para o tema, além da facilitação para o diálogo entre iniciativas culturais e prefeitura.

A estreia do documentário acontece às 19h, de forma gratuita, e conta com uma sessão de bate papo com a equipe de produção. “É muito gratificante poder ter esse espaço de exibição na cidade, é importante ter esse tipo de visibilidade”, acredita Luiza, que terá sua primeira experiência exibindo um material produzido por ela.

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*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy 

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FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS